Há exatamente um ano, no dia 20 de março de 2018, o soldado da Polícia Militar Afonso Miller Costa de Mello foi vítima de um atentado, e acabou morrendo uma semana depois, no dia 27 daquele mês. O militar foi baleado na cabeça quando saía de um treino de jiu-jitsu em uma academia em São Torquato, no município de Vila Velha.
Um ano depois, também em 20 de março e também em Vila Velha, outro militar foi baleado na cabeça — especificamente no olho, após uma tentativa de assalto. Gabriel Silva Schneider, de 22 anos, e um adolescente, de 17 anos, assaltaram primeiro um gerente de uma empresa, que estava trabalhando como motorista de aplicativo, no bairro Jockey de Itaparica. O PM foi socorrido com vida.
No caso de Afonso Miller, que morreu uma semana após o atentado, o que ficou foi a emoção dos familiares, que se despediram no velório com homenagens no dia 29 de março no distrito de Itapina, em Colatina, onde ele nasceu e cresceu. Miliares e familiares levaram o caixão até uma igreja, e o soldado foi homenageado com honras militares, uma salva de 21 tiros e pétalas de rosas lançadas pelo helicóptero da PM.
Um adolescente apreendido após atirar no soldado confessou, em depoimento, que confundiu o policial com um homem de uma gangue rival do bairro Cobi de Baixo, também em Vila Velha. Em entrevistas concedidas no dia do atentado, o secretário Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, André Garcia, afirmou que crimes contra policiais eram "atentados contra o Estado".
Além do adolescente, um homem maior de idade foi preso. Outros três suspeitos também foram apreendidos e ouvidos na ocasião. Todos os cinco eram velhos conhecidos da polícia por terem participação do tráfico de drogas na região de Boa Vista, no município.
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