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Bairro Castelo Branco

Estudante de 24 anos é vítima de bala perdida em Cariacica

A vítima contou que ouviu cerca de dez disparos. "Eu tava voltando da pracinha. De repente, ao descer o morro, escutei o primeiro tiro. Pensei que era bombinha, até então, mas infelizmente não era"

Publicado em 06 de Abril de 2019 às 12:58

Elis Carvalho

Publicado em 

06 abr 2019 às 12:58
Estudante baleada em Castelo Branco, Cariacica Crédito: Bernardo Coutinho

Uma estudante de 24 anos foi vítima de bala perdida no bairro Castelo Branco, em Cariacica, na madrugada deste sábado (06). De acordo com a vítima, era por volta das 3h quando ela retornava da casa da irmã, andando a pé pelo bairro e, ao passar por um bar, que fica na rua Santa Paula, ouviu um intenso tiroteio e acabou atingida.

A vítima contou que ouviu cerca de dez disparos. "Eu tava voltando da pracinha. De repente, ao descer o morro, escutei o primeiro tiro. Pensei que era bombinha, até então, mas infelizmente não era. Aí só senti mesmo a dormência no pé, foi quando eu caí e soube que tinha sido baleada. Comecei a gritar socorro e o pessoal me acolheu", explicou.

INTENSIDADE DO TIROTEIO

Os moradores contam que o tiroteio foi tão intenso que muitas pessoas que estavam dormindo acordaram com o barulho. A estudante disse que só percebeu a gravidade quando sentiu uma cãibra no joelho, perdeu as forças e caiu ao chão. A bala entrou pela parte de trás do joelho e saiu pela frente, atravessando o osso.

Estudante de 24 anos é vítima de bala perdida em Cariacica

A jovem disse ainda que não conseguiu ver de onde partiram os disparos, se foram por criminosos que estavam a pé, de carro ou de moto, nem sabia se teria sido um confronto ou um ataque, mas explicou que chegou a pensar que poderia morrer, devido à dor e ao desespero que ela sentiu no momento. A estudante contou que só conseguia pensar nos cinco filhos crianças e chegou a refletir sobre como uma pessoa que não tem envolvimento com o crime, que trabalha e estuda, pode acabar sendo vítima de um tiro. 

O Samu foi chamado e demorou, se dependesse dele eu teria morrido. Foi o carro de um morador que me socorreu. Meus filhos e minha mãe que passavam na minha cabeça, eu tava sangrando muito, foi assustador, eu nunca tinha visto aquilo.
Estudante vítima de bala perdida

A vítima foi levada de carro por um morador para a unidade de Pronto Atendimento (PA) de Cobilândia, em Vila Velha, onde a jovem recebeu o primeiro atendimento e, logo depois, foi transferida para o Hospital Antônio Bezerra de Farias. 

O TRAUMA

A estudante disse que mora na região do confronto desde que o bairro passou a existir como Castelo Branco, em 2004, e afirmou que nunca havia passado por situação semelhante e que considera o bairro um lugar tranquilo, tanto que caminhava por lá durante a madrugada.

A jovem conta que ainda sente muitas dores, mesmo estando medicada e, por enquanto, não foi informada sobre a necessidade de enfrentar uma cirurgia. No momento, a estudante sente que ficará, do incidente, o trauma, já que a rua onde aconteceu o episódio é onde ela costuma passar todos os dias. Por fim, a vítima conta que pensa em sair do bairro em virtude do acontecido.

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