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Tutores desolados

Em Vitória: cadelas são mortas a tiros por PM e CPI pede investigação

A dona de Pitty e Pipoca ouviu os disparos e, quando foi verificar, encontrou as cachorrinhas, sendo que uma já estava morta e a outra em situação crítica

Publicado em 30 de Junho de 2023 às 16:35

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 jun 2023 às 16:35
Cadelinhas Pitty e Pipoca foram mortas a tiros por PM em Tabuazeiro
Cadelinhas Pitty e Pipoca foram mortas a tiros por PM em Tabuazeiro Crédito: Acervo pessoal
Duas cachorrinhas foram mortas a tiros por um sargento da Polícia Militar no meio da rua, em Tabuazeiro, bairro Vitória. Pitty e Pipoca tinham saído da casa onde viviam, na última terça-feira (27), após o portão ficar aberto. De repente, a dona delas ouviu os tiros. Pitty, que ainda estava viva, chegou a ser levada para uma clínica veterinária às pressas, mas morreu na mesa de cirurgia.
Conforme apuração da repórter Vanessa Calmon, da TV Gazeta, as cadelas teriam ido para a rua sem que a dona percebesse. 
"Quando o entregador de gás saiu, elas devem ter saído pela lateral, estava escuro. Uns 20 minutos depois eu escutei rojão e tiros. Minha vizinha começou a gritar no meu portão me chamando, perguntando se as minhas cadelas estavam no quintal e eu disse que sim, porque eu tinha colocado elas na caminha delas. Só que procurei e não encontrei elas", relatou a pensionista Aleida Silva Tonini. 
Filho de Aleida, o funcionário público Fabiano Silva Tonini ainda tentou socorrer a Pitty, que estava respirando. "Infelizmente ela veio a óbito na mesa de cirurgia na hora que a médica foi começar o procedimento", contou.
Em Vitória: cadelas são mortas a tiros por PM e CPI pede investigação
Tudo teria acontecido a poucos metros da casa de Aleida. Perto das 20h, estava escuro e isso dificultou que os vizinhos vissem o que ocorreu: eles só ouviram os disparos. 
Para a Polícia Militar, o sargento alegou que teria atirado pois cães "de grande porte" teriam ficado agressivos e ido na direção dele e da mãe para atacá-los. (Leia a nota completa ao final da matéria)
Cadelinhas Pitty e Pipoca foram mortas a tiros por PM em Tabuazeiro
Cadelinhas Pitty e Pipoca foram mortas a tiros por PM em Tabuazeiro Crédito: Acervo pessoal
Pitty e Pipoca foram adotadas há quatro anos. O quintal da casa era grande e as cadelinhas não tinham costume de sair de casa. "Meu filho sai para a faculdade de manhã. De lá ele vai trabalhar na Serra e só chega à noite, então elas eram a alegria da casa. Minhas netas brincavam nesse quintal com elas, filhos de vizinhos, a família toda", lembrou a pensionista.

CPI pede abertura de inquérito

A CPI dos Maus Tratos, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), foi acionada para caso. De acordo com a deputada estadual Janete de Sá (PSB), tudo teria acontecido porque as cadelas entraram em uma área perto da casa do policial. 
"Existe um sentimento de pertencimento de uma servidão que dá acesso à área do possível autor dos disparos. Tanto pessoas como animais que chegam nessa área próxima da entrada para a casa deles, gera incômodo. Isso já foi motivo de demanda inclusive judicial. O que nós temos é um fato lamentável em que um policial militar alveja e leva à morte dois animais indefesos que não estão acostumados com rua, dois animais caseiros, dóceis", disse a parlamentar em entrevista à TV Gazeta.
O caso deve ser investigado. "Estamos pedindo abertura de um inquérito policial, temos as câmeras, e entramos em contato com a polícia para saber das testemunhas", declarou a deputada.

O que o PM disse na ocorrência

Leia abaixo, na íntegra, a nota da Polícia Militar sobre o caso:
"Na madrugada desta quarta-feira (28), policiais militares foram acionados para verificar a informação de que havia um PM efetuando disparos de arma de fogo no bairro Tabuazeiro, Vitória. No local, o militar, juntamente com a mãe, relatou que ao sair da residência da genitora, deparou-se com três cães de grande porte, agressivos e soltos próximos ao carro dele. Com o intuito de afastá-los, haja vista que havia apenas uma via saída do imóvel, o policial disse que, primeiramente, arremessou água contra os animais, porém sem êxito.
Posteriormente, utilizou ripas de madeira, mas também não obteve sucesso. Em seguida, os cães ficaram ainda mais agressivos e foram na direção do PM e da mãe dele para atacá-los. Neste momento, o militar efetuou dois disparos a fim de proteger a própria integridade física e também da sua mãe. Um cão foi alvejado, ocasionando o óbito. Os demais fugiram. A tutora dos animais, que é conhecida das partes, mas não estava no local no momento do fato, recolheu o cão que estava sem vida sem questionar a ação do policial. A Polícia Militar, por meio da Corregedoria, informa que será instaurada uma sindicância para apurar o caso."
A reportagem perguntou à Polícia Civil se o caso está sendo apurado. Quando houver retorno, o texto será atualizado.

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