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Operação da Polícia Federal

Desvio na Saúde: servidora do ES suspeita de receber propina é exonerada

A funcionária investigada por suposta fraude contratual para beneficiar empresas foi exonerada do cargo após a operação da PF ser deflagrada nesta quinta-feira (3)

Publicado em 03 de Abril de 2025 às 17:39

Tiago Alencar

Publicado em 

03 abr 2025 às 17:39
Polícia Federal
Polícia Federal fez diligências em unidade hospitalar e na casa da servidora Crédito: Polícia Federal / Divulgação
 Uma servidora da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) foi exonerada nesta quinta-feira (3), horas após operação da Polícia Federal (PF) que investiga fraude contratual na área da saúde no Espírito Santo ter sido deflagrada. Ela é suspeita de ter recebido propina de 6% do total de empenhos relacionados a contratos firmados com empresas prestadoras de serviço ao hospital estadual Roberto Arnizaut Silvares, em São Mateus, no Norte capixaba.
A Operação Salvares foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (3), com diligências feitas na unidade hospitalar e na casa da servidora. A polícia também realizou buscas em Vila Velha e no Rio de Janeiro. Na ação, teriam sido apreendidos documentos que podem ajudar na apuração das irregularidades, uma vez que análises iniciais revelam a potencial prática de crimes contra a administração pública.
As investigações da Polícia Federal, que contam com a participação do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) e da Controladoria Geral da União (CGU), foram iniciadas a partir da análise de material apreendido em outra operação realizada no Estado, em fevereiro deste ano.
Deflagrada em 13 de fevereiro, a Operação Anomia apontou que um servidor da Sesa teria sido corrompido por empresários por meio de propinas na ordem de 10% dos empenhos firmados visando à prestação de serviço à rede hospitalar estadual.
Desvio na Saúde: servidora do ES suspeita de receber propina é exonerada
Em troca da propina, o servidor supostamente favorecia o grupo, por meio do direcionamento em licitações e contratações irregulares e superfaturadas. À época, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em Vila Velha, Vitória e Cariacica, além de Rio de Janeiro e São Paulo. A suspeita, agora, é que os mesmos empresários estejam envolvidos no esquema fraudulento identificado em São Mateus.

O que diz a Sesa sobre a operação da PF

A Sesa foi procurada para comentar a operação da polícia, bem como o suposto envolvimento da servidora nas irregularidades apontadas nas investigações. Por meio de nota, a pasta confirmou o nome do hospital em que as diligências ocorreram, informando que as buscas no local dizem respeito à citação do nome da servidora em processo que investiga o caso.
A secretaria também destacou que a servidora, cuja identidade não foi revelada, foi exonerada do cargo e a pasta segue à disposição da Polícia Federal para colaborar com as investigações.

TCES contribuiu com compartilhamento de documentos

A participação do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) na operação deflagrada pela PF ocorreu através de acordo de cooperação técnica. Segundo a Corte, coube a ela "o compartilhamento de dados e documentos, autorizando acessos e recebimentos necessários, observadas as políticas de segurança de cada órgão".
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União foram procuradas para mais informações sobre a operação em território capixaba, mas informaram que não comentam ações em andamento.

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