Moradores de um condomínio na Praia do Suá, em Vitória, viveram momentos de pânico na madrugada deste sábado (16), após um criminoso em fuga invadir apartamentos enquanto tentava escapar da polícia. A perseguição mobilizou dezenas de policiais militares, teve disparos de arma de fogo e terminou com a prisão do suspeito no Morro da Garrafa, também na Capital.
Segundo a Polícia Militar (PM), tudo começou após dois homens tentarem tomar a arma de um policial militar na região da Terceira Ponte. O agente foi baleado e os suspeitos fugiram, dando início a uma perseguição que atravessou ruas da Praia do Suá e terminou dentro do Condomínio Residencial Sagitarius, conforme apurou a reportagem da TV Gazeta.
De acordo com moradores, o suspeito entrou no condomínio por uma rua lateral e invadiu pelo menos dois apartamentos. Durante a fuga, ele quebrou a janela de uma das unidades. Cortinas ficaram manchadas de sangue, e moradores relataram gritos, correria e momentos de medo dentro dos prédios.
“Foi uma madrugada de terror”, contou uma moradora à repórter Viviane Lopes, da TV Gazeta. Parte dos moradores afirmou que não conseguiu dormir após os disparos realizados durante a ação policial.
O suspeito foi identificado como Derivaldo Vigano. Mesmo após a entrada da polícia no condomínio, ele conseguiu fugir novamente em direção à área de mata do Morro da Garrafa. A captura mobilizou cerca de 50 policiais, segundo testemunhas. Após ser preso, o homem foi levado para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (Heue) com ferimentos na perna e nas costas.
A Polícia Civil informou que a ocorrência segue em andamento e que mais detalhes serão divulgados após a conclusão dos procedimentos. As armas apreendidas durante a ação serão encaminhadas ao Departamento de Balística Forense da Polícia Científica.
Em nota, a administração do Condomínio Residencial Sagitarius informou que esta foi a quarta invasão relacionada a fugas de criminosos em menos de dois anos. Os moradores cobram reforço no policiamento, manutenção das câmeras de videomonitoramento e melhorias na iluminação pública da região.
Segundo o condomínio, a operação policial durou cerca de 18 minutos e teve aproximadamente 25 disparos. A administração afirmou que centenas de famílias ficaram expostas a risco durante a ocorrência e criticou o que classificou como um “ponto cego” da segurança pública na região.
A reportagem de A Gazeta procurou a Polícia Militar para obter um posicionamento sobre as queixas do condomínio em relação a insegurança na região, e aguarda um retorno da corporação.