Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Grande Jacaraípe

Crime na Serra: "Vi meu filho morrendo e não pude fazer nada", diz mãe

A mãe do adolescente contou que estava saindo da igreja quando viu o filho ser abordado e assassinado. A dona de casa estava com outros três filhos de 3 meses, 5 e 7 anos

Publicado em 29 de Abril de 2019 às 16:31

Publicado em 

29 abr 2019 às 16:31
A mãe do adolescente Gustavo Salles Siqueira, 16 anos, que foi morto por um bando armado no Bairro das Laranjeiras, na Serra Crédito: Bernardo Coutinho | GZ
A mãe do adolescente Gustavo Salles Siqueira, 16 anos, que foi morto por um bando armado na noite de domingo (28) no Bairro das Laranjeiras, na Serra, contou que ouviu o filho pedindo ajuda para não morrer após ter levado o primeiro tiro. A dona de casa de 33 anos conversou com jornalistas no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta segunda-feira (29).
Onde a senhora estava na hora do crime?
Eu estava em uma igreja evangélica que fica na mesma rua onde meu filho foi morto. O Gustavo foi lá me pedir a chave da casa. Eu entreguei e saí logo atrás dele porque o culto estava acabando.
O que viu?
Acho que meu filho não tinha se dado conta do que estava acontecendo ali, porque ele viu o carro parado e tentou desviar o caminho. Eu não vi o rosto de ninguém que estava ali, mas ouvi alguém dizendo: 'aonde você vai? Você não vai embora, você perdeu também!'. Aí puxaram ele pela camisa e deram um tiro na cabeça do meu filho (choro). Eu ouvi ele gritando: 'mãe, me ajuda! Me ajuda, mãe!'. Eu fiz sinal com a mãe como se tivesse respondendo: filho, a mamãe não pode fazer nada agora (choro). Eu tive medo de fazer alguma coisa e eles me matarem junto com meus outros filhos. Logo em seguida, deram outro tiro na cabeça do meu filho (choro).
Local em que jovens foram mortos com vários tiros no Bairro das Laranjeiras, na Serra Crédito: Bernardo Coutinho | GZ
A entrevista é pausada em virtude do choro da mãe.
Eu vi meu filho morrer e não pude fazer nada (choro). Eu estava com três irmãos dele, sendo que uma estava no meu colo. Minha filha mais nova só tem 3 meses e outros que estavam comigo tem 5 e 7 anos. Todos viram tudo. Como eu poderia fazer alguma coisa, meu Deus?!
E qual foi a sua reação diante da cena?
Minhas vistas começaram a escurecer... Eu ainda não estou acreditando que meu filho morreu. Traz meu filho de volta, meu Deus! Fala que ele está dormindo e que vai acordar logo, meu pai! Como vou ficar sem o abraço do meu filho? (choro).
O seu filho já tinha sido apreendido por algum motivo?
Ele já foi preso por tráfico de drogas porque a polícia achou droga com ele. Meu filho foi para o DPJ (delegacia), mas saiu no mesmo dia. Ele estava há uns dois sem mexer com o tráfico, mas voltou há uma semana.
A senhora conversava com ele sobre deixar a vida do crime?
Eu falava com ele: 'meu filho, você não tem amigo no tráfico de drogas. A nossa família é humilde, mas não fica nisso porque não é bom'. Ele entrou nessa vida por má influência dos amigos. Eu nunca tinha passado por uma dor dessas. Eu orava muito pelo meu filho...
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Atriz Laura Cardoso morre aos 98 anos em São Paulo
Imagem de destaque
'Geração Lava Jato' prefere Flávio, e idosos podem ser 'novo Nordeste' de Lula, diz diretora do Datafolha
Câmara dos Deputados
O que os candidatos do ES à Câmara dos Deputados não podem esquecer

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados