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Condenação

Caso Isadora: Justiça condena padrasto a 28 anos de prisão no ES

Menina de 2 anos foi estuprada e torturada até a morte, em Cariacica; após o crime, assassino foi a um pagode

Publicado em 25 de Agosto de 2018 às 00:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 ago 2018 às 00:00
Michel Lelis, acusado de matar a enteada de 2 anos, foi preso pela polícia dentro de caçamba de lixo Crédito: Reprodução
Pena: 28 anos, 3 meses e 9 dias. Esse foi o resultado da condenação dado pela Justiça para Michael Lelis, de 29 anos, por ter estuprado e torturado até a morte a enteada Fabyane Isadora Claudino Bezerra, de 2 anos e 4 meses, dentro de casa, em Cariacica.
Justiça condena padrasto a 28 anos de prisão por estupro e morte da enteada de 2 anos
A mãe da menina, Maria Izabel Costa Almeida Claudino, 22, também foi condenada pela Justiça, mas a uma pena bem menor, de cerca de 2 anos, e responderá em liberdade.
O crime aconteceu no dia 18 de maio de 2017. Ao chegar em casa do trabalho, a mãe de Fabyane Isadora encontrou a filha passando mal e com inúmeros ferimentos pelo corpo e a levou para o Pronto Atendimento.
A investigação realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) indicou que Maria Izabel orientou e ajudou o marido, Michael Lelis, a fugir assim que os funcionários e demais pacientes da unidade desconfiaram que se tratava de um crime. Fabyane Isadora foi transferida para o Hospital Infantil em Vitória, mas não resistiu e morreu.
O laudo cadavérico apontou que a menina teve o braço quebrado em três partes, órgãos internos dilacerados devido ao espancamento e também que ela tinha sido violentada sexualmente.
Fabyane Isadora Claudino Bezerra, de 2 anos e 4 meses, foi estuprada e brutalmente assassinada pelo padrasto Crédito: Reprodução
Com buscas intensas, o acusado passou a ser procurado por todo o Espírito Santo após a Justiça acatar o pedido de prisão. Michael foi localizado na noite do dia 20 de maio, dentro de uma caçamba de lixo, em Cariacica, próximo a um motel onde havia passado a noite.
A mãe de Fabyane Isadora negou qualquer envolvimento no crime. Porém, durante as apurações da Polícia Civil, a polícia concluiu que ela deixou de agir para proteger a filha e que sabia de agressões anteriores praticadas pelo marido contra a filha.
No dia 2 de junho, ela foi presa pelos mesmos crimes aos quais o marido estava sendo acusado.
Maria Isabel Claudino, mãe da menina Fabiane Isadora Claudino, que morreu após ser torturada e violentada pelo padrasto Crédito: Fernando Madeira
SENTENÇAS
Os julgamentos de Michael e Maria Izabel foram presididos, em junho, pelo juiz José Leão Ferreira Souto, da 2º Vara Criminal de Cariacica. O padrasto foi condenado a pouco mais de 28 anos de prisão. Ele já estava preso na Penitenciária Estadual de Vila Velha, onde deve cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado. Já Maria Izabel foi condenação a 2 anos, 4 meses e 24 dias.
Ela está em liberdade provisória desde o dia 3 de maio deste ano, quando deixou a Penitenciária Feminina Estadual, e vai cumprir o restante da pena em regime aberto.
"TINHA QUE SER PERPÉTUA"
Os demais familiares de Fabyane Isadora receberam a notícia do resultado do julgamento somente semanas depois da decretação final. “Eu ainda acho que é pouco pois a lei possui muitas brechas que, em breve, farão o Michael responder no semi-aberto. Tinha que ser perpétua. Ainda choro ao encontrar uma roupa dela ou ao ver um desenho que ela gostava de assistir”, comentou a tia de Fabyane Isadora, a técnica em enfermagem Thais Costa Almeida Claudino, sobre a condenação dada a Michael Lelis.
Atualmente, é Thais quem possui a guarda provisória da filha do casal Maria Izabel e Michael Lelis, uma menina que hoje tem dois anos de idade. Na data do crime, a bebê possuía apenas 10 meses de idade.
O delegado que esteve à frente das investigações, Lorenzo Pazolini, também avaliou o resultado do julgamento.
A sentença foi proporcional à gravidade do caso. Porém, o que precisa ser modificado é a progressão do regime de cumprimento de pena que traz facilidades para o condenado. Foi um dos casos emblemáticos de violência contra criança no Espírito Santo nos últimos anos com um resultado que nos faz acreditar que ajudamos a diminuir um pouco a dor de parte da família e que nos faz ter certeza que fizemos um trabalho correto e que colaborou para que houvesse justiça

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