A supervisora de vendas Luzvaldeia Silva Pinto, 52 anos, foi assassinada a tiros dentro de casa, no bairro Ataíde, em Vila Velha. De acordo com a família, ela foi surpreendida por dois criminosos enquanto dormia. À uma sobrinha, a vítima revelou que era ameaçada, porém não deu detalhes sobre o fato.
Luzvaldeia morava em um terreno com outros familiares, na Rua João Vargas Martins. Era por volta das 23 horas, quando parentes e vizinhos escutaram a vítima gritar perguntando quem estaria dentro da casa dela. Logo em seguida, vieram os tiros. No rosto da supervisora, a Perícia Criminal encontrou cinco perfurações.
Testemunham relataram à polícia que criminosos chegaram em um carro prata e pararam na frente da casa da vítima. Pelo menos dois deles saíram do carro, enquanto um ficou no volante. Os assassinos entraram no quintal da vítima, subiram a escada que também dá acesso à varanda da residência, pularam uma mureta e invadiram o local.
A porta da sala, que dá na varanda da casa, estava aberta. “Ela estava no quarto, já tinha ido deitar. Tanto que, o ventilador do quarto estava ligado. Acho que ela ouviu o barulho deles pulando na varanda e levantou perguntando quem estava na casa. Nessa hora, ela foi morta”, acredita a sobrinha da vítima, uma vigilante de 36 anos.
Luzvaldeia foi surpreendia quando saía do quarto. O corpo dela ficou caído entre o cômodo e sala. Após matarem a supervisora, os atiradores pularam a varanda e fugiram deixando para trás dois pares de chinelo.
TIROS PARA O ALTO
Logo após ouvirem o grito de Luzvaldeia e a sequência de tiros, parentes foram para a janela ver o que estava acontecendo. Ao perceber a movimentação, um dos criminosos atirou duas vezes para o alto, na tentativa de amedrontar as testemunhas.
Assustados, familiares da supervisora correram até a casa dela e encontraram a porta de entrada fechada. Os sobrinhos da vítima tiveram que arrombar a porta para ter acesso ao local.
A bolsa da vítima estava caída no chão da sala e revirada, contaram familiares. À princípio, nada de valor foi levado da residência. Luzvaldeia trabalhava há 30 anos em uma empresa de serviços funerários. Ela também era técnica em contabilidade.
O celular da vítima foi entregue à Polícia Civil para ser periciado. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios Contra a Mulher.
Segundo a sobrinha de Luzvaldeia Silva Pinto, uma vigilante de 36 anos, que era criada como filha, a tia vivia para o trabalho. Nas horas vagas, viajava para um sítio da família, em Roda d’Água, Cariacica. “Ela era muito tranquila. De segunda a sexta ela ficava aqui trabalhando e nos finais de semana ia para a roça que ela tinha. A vida dela era só trabalho”, disse a sobrinha.
Ela desabafa ainda que a morte da tia chocou a família. “Não entendo como uma pessoa pode ter feito isso. Minha tia era uma mulher guerreira e que ajudava as pessoas. Aposto que quem fez isso, já recebeu muito a ajuda dela algum dia”.
"NÃO SEI COMO VAI SER A MINHA VIDA AGORA"
Revoltada com a morte violenta da mãe, a filha dela, uma técnica de enfermagem de 23 anos, disse que vai acompanhar o trabalho da polícia e que vai cobrar justiça para o caso.
Como recebeu a notícia sobre a morte da sua mãe?
Minha prima me ligou à noite, pediu para eu ir até a casa da minha mãe porque ela estava passando mal. Saí correndo, atordoada. Quando cheguei aqui, vi muita gente na porta, polícia e percebi que algo mais grave tinha acontecido. Meu mundo veio ao chão.
Quando falou com ela pela última vez?
Ontem (domingo) mesmo, por telefone. nos vimos no sábado, fomos passear no shopping. Tirei umas fotos dela. Estava super feliz.
Imagina o que pode ter acontecido?
Tenho algumas desconfianças, mas prefiro esperar e acompanhar o trabalho da polícia. Não posso fazer acusações.
Como era sua mãe?
Era uma pessoa maravilhosa, forte, meio estourada, mas tinha um coração enorme. Acabaram com tudo.
Como foi receber a notícia da morte dela?
Não sei nem descrever. Não acabaram só com a vida dela, tiraram a minha também. Minha mãe era tudo para mim.
Vai cobrar justiça?
Com certeza. Minha mãe não era qualquer uma, era uma pessoa com família, um emprego fixo. Era alguém com quem muitas pessoas se importavam, amavam. Não sei como vai ser minha vida agora. para quem eu vou ligar? Quem também vai me ligar agora?