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Constrangimento

Mulher denuncia humilhação após ser acusada de furto em supermercado no ES

Auxiliar de limpeza apresentou nota fiscal dos produtos; chefe da segurança foi detido e liberado após pagar fiança de R$ 3 mil

Publicado em 09 de Outubro de 2026 às 16:10

Mikaella Mozer

Publicado em 

09 out 2026 às 16:10
Auxiliar de limpeza, de 54 anos, foi acusada de furtar um surpermercado em Cariacica
Auxiliar de limpeza, de 54 anos, foi acusada de furtar um surpermercado em Cariacica Lucas Barcellos

Uma compra em um supermercado em Campo Grande, em Cariacica, terminou em constrangimento para uma auxiliar de limpeza de 54 anos. À reportagem da TV Gazeta, ela contou que foi acusada de furtar produdos e humilhada por seguranças do Extrabom na manhã de quarta-feira (8).


A Polícia Militar foi acionada e, após verificar a nota fiscal apresentada pela mulher, constatou que os produtos encontrados com ela haviam sido pagos. Segundo a ocorrência, a auxiliar havia desembolsado R$ 125 pela linguiça, bacon e capa de filé bovino.  O chefe da equipe de segurança chegou a ser detido e autuado em flagrante, mas foi liberado para responder em liberdade após pagar fiança de R$ 3 mil.


A mulher contou que, após pagar pelas compras, colocou os produtos na bolsa. Ao deixar o estabelecimento, uma segurança a abordou usando um pretexto religioso para levá-la para uma sala da loja. A vítima afirmou ainda que não teria passado pela mesma  situação caso fosse uma pessoa branca. 


“Quando eu entrei na sala, ela já começou a me agredir, alterando a voz comigo e me chamando de ladra, e mandando eu esvaziar minha bolsa. Ela tentou tomar a bolsa; eu comecei a gritar: 'Socorro, socorro, socorro!'. Aí ela chamou mais três seguranças, e eu vivi momentos de terror naquela sala”, detalhou a auxiliar de limpeza.

Nota fiscal da auxiliar de limpeza, de 54 anos, acusada de furtar um supermercado em Cariacica
Nota fiscal da auxiliar de limpeza, de 54 anos, acusada de furtar um supermercado em Cariacica Lucas Barcellos

Segundo a auxiliar de limpeza, ela permaneceu cerca de três horas na sala até a chegada da Polícia Militar. Durante o tempo, afirmou ter sido constrangida pelos seguranças e pressionada a apresentar a nota fiscal. Com receio de que o comprovante fosse rasgado, disse que só entregaria aos policiais.


“Quando eu gritava por socorro, ele gritava mais alto ainda. Sua ladra, sua ladra. E, na hora em que eu falei: ‘Quero ligar para minha filha', eles tomaram o telefone da minha mão e falavam para não me entregar o telefone. Mandavam eu confessar, fazendo aquela pressão psicológica, e pediram a notinha. Eu fiquei com medo de eles rasgarem. Era a única prova que eu tinha para mostrar aos policiais”, detalhou a vítima. 


Depois de os militares verificaram que as mercadorias haviam sido pagas, segundo a mulher, representantes do supermercado pediram desculpas e ofereceram uma caixa térmica. “Ele chegou pedindo desculpas, dizendo que não precisava de eu ir à delegacia, e me ofereceu uma bolsa. E eu disse: ‘Não, eu fui muito humilhada, isso não vai acabar aqui’. Eu quero justiça sobre todas as pessoas que estavam dentro daquela sala e me agrediram, que respondam em processo”, afirmou a mulher.

Chefe de segurança impediu 

Segundo a Polícia Militar, o chefe da equipe de segurança dificulto a atuação dos agentes durante a ocorrência. Conforme o registro, ele impediu que a funcionária responsável pela abordagem apresentasse os documentos e acompanhasse os policiais até a delegacia, apesar da solicitação dos militares. 


Ainda de acordo com a PM, o chefe dos seguranças informou que havia sido orientado pelo gerente a fornecer apenas os nomes dos envolvidos. Diante da resistência, ele foi conduzido à Delegacia Regional de Cariacica. 

Auxiliar de limpeza, de 54 anos, foi acusada de furtar um surpermercado em Cariacica
Auxiliar de limpeza, de 54 anos, foi acusada de furtar um surpermercado em Cariacica Lucas Barcellos

Na unidade policial, o homem foi autuado em flagrante por cárcere privado, desobediência e favorecimento pessoal. Ele foi liberado para responder em liberdade após pagar fiança de R$ 3 mil.


Em nota, o Extrabom informou que está apurando os fatos e que adotará as medidas cabíveis após os esclarecimentos e o levantamento das informações. A empresa também afirmou que mantém compromisso com o respeito, a dignidade e a segurança de clientes e colaboradores. 

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