Após ter confessado à polícia ter matado o próprio primo, Diogo Fagner Eduardo, 25 anos, a atendente de supermercado Lais Ariane Dias Eduardo, de 28 anos, foi liberada. Segundo a Polícia Civil, por ter se apresentado espontaneamente na Delegacia Regional de Vila Velha, evitou que fosse presa em flagrante.
A mulher esteve na delegacia na manhã desta quinta-feira (20), e disse ter matado o primo na última terça-feira (18), no bairro Rio Marinho, em Vila Velha. Após a confissão, policiais militares foram à casa onde o crime ocorreu e encontrou o jovem amarrado, com uma sacola na cabeça e com o pescoço cortado.
O caso segue sob investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha. Detalhes não serão divulgados, por enquanto, para não atrapalhar as investigações que verificam a participação de outros envolvidos.
O corpo de Diogo Fagner Eduardo foi encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, para ser examinado e, posteriormente, liberado para os familiares.
Atendente de supermercado que confessou ter matado primo é liberada no ES
De acordo com a Polícia Civil, a legislação brasileira estabelece que a prisão de suspeitos só deve ocorrer em situações de flagrante delito ou mediante mandado de prisão em aberto.
"No caso em questão, não se configurou nenhuma das duas ocasiões. Dessa forma, o depoimento foi coletado e a suspeita, liberada. Os requisitos para considerar o flagrante delito são estabelecidos pelo Código de Processo Penal e a Polícia Civil age dentro da legalidade", esclareceu por meio de nota.
Crime
A atendente de supermercado de 28 anos foi à Delegacia Regional de Vila Velha na manhã desta quinta-feira (20) e confessou à polícia ter matado o primo dela, Diogo Fagner Eduardo, 25 anos, na última terça-feira (18), em Rio Marinho, no município. Após a confissão, policiais militares foram à casa onde o crime ocorreu e encontrou o jovem amarrado, com uma sacola na cabeça e com o pescoço cortado.
O repórter André Falcão, da TV Gazeta, apurou que Lais Ariane Dias Eduardo confessou o crime afirmando que a motivação seria uma herança: a casa que pertencia à avó dela e de Diogo, que morreu há um ano. A mãe da jovem foi quem pediu para que ela se entregasse.
"Na última noite (quarta-feira) ela me procurou pedindo ajuda e eu falei que ela tinha era que se entregar. Eu não apoio jamais a atitude dela"
À Polícia Civil, Laís contou que a casa onde o crime aconteceu foi o pivô da briga entre ela e o primo. Diogo já morava na residência, que fica no bairro Rio Marinho, e continuou no imóvel mesmo após a morte da avó. A suspeita passou a morar no local havia dois meses e eles brigavam frequentemente.
No último sábado (15), após uma discussão, Diogo ateou fogo na parte da casa onde Lais morava. Depois disso, a mãe conta que a suspeita passou a ser ameaçada pelo primo.
“Ela mandou dois áudios dele para mim. Ele falou que ia botar fogo de novo. Na terça-feira foi na casa pegar umas coisas, pegar roupas para os filhos. Ele apareceu e ela me falou que ele a ameaçou e eles entraram em luta corporal”, contou a mãe de Lais.
A suspeita afirmou que foi agredida, tentou se defender do primo e que o matou para não ser assassinada. Após Lais se entregar à polícia, uma equipe da Polícia Militar foi acionada pela Polícia Civil e foi à casa onde o crime ocorreu e encontrou o corpo de Diogo com os pés e mãos amarrados, uma sacola na cabeça, sinais de tortura e um corte no pescoço.
Apesar da família acreditar que a Lais agiu em legítima defesa, a polícia acredita que ela não agiu sozinha. A mãe da suspeita está em choque com o crime, mas disse que não concorda com o que a filha fez e quer que a justiça seja feita.