O homem acusado de botar fogo na casa da ex-mulher em Novo Horizonte, na Serra, se apresentou à polícia na noite desta quarta-feira (06) e foi liberado após prestar depoimento. Jailson Vicente de Oliveira, de 50 anos, se apresentou no posto da Polícia Militar na Barra do Jucu, em Vila Velha, e depois foi levado para a 2ª Delegacia Regional, no mesmo município, onde falou ao delegado de plantão.
Jailson não conversou com a imprensa e saiu da delegacia com o rosto tampado com uma camisa. À polícia, no entanto, ele disse que ficou sabendo do incêndio pela TV e, com medo de represálias, não voltou para casa. Ele alegou que estava preparando o jantar, quando esqueceu o fogão aceso. Ele negou ter intenção de botar fogo na residência.
A suspeita é que, inconformado com a separação, o ex-marido teria ateado fogo na casa onde morava no bairro Novo Horizonte, na Serra, na madrugada de segunda-feira (04). Quatro pessoas que estavam no imóvel, dentre elas uma grávida de seis meses, pularam de uma altura de cerca de quatro metros para escapar das chamas.
Acusado de incendiar casa da ex na Serra vai à polícia, mas é liberado
Policiais civis que estiveram no local contaram que o suspeito chegou ao imóvel por volta da meia-noite de segunda com a intenção de reatar o casamento. De acordo com a polícia, Luciana Gregório da Silva, de 47 anos, que trabalha como auxiliar de serviços gerais, não aceitou o retorno, mas permitiu que o suspeito dormisse no sofá, no primeiro andar da casa.
Por volta das 4h, o ex-marido acordou e ateou fogo em um móvel da casa e fugiu. A jovem grávida acordou com o cheiro da fumaça e começou a gritar. Luciana, uma adolescente de 14 anos, o marido da grávida, um adolescente de 17 anos, e a grávida pularam de uma altura de cerca de 4 metros.
O suspeito fugiu. As vítimas ficaram feridas com o impacto da queda. Todas foram levadas para o Hospital Jayme Santos Neves, na Serra. “Nunca achei que ele fosse fazer isso comigo ou com alguém da minha família”, disse uma neta, que abriu a porta para Jailson no último domingo.
Moradores do bairro ficaram informados com a situação. “Quero que ele pague pelo que fez. Ele teve coragem de fechar o portão e não deixar ninguém sair. Colocou fogo de baixo para cima e só tinha um quarto. A única solução foi pular”, disse Aline Vieira, uma vizinha.
A Polícia Civil informou à TV Gazeta que o caso vai continuar sendo investigado. Jailson foi liberado porque já havia passado o período de flagrante.
Com informações de Tiago Félix e Isaac Ribeiro