Dos 78 municípios do Espírito Santo, 50 encerraram o mês de janeiro sem registrar um homicídio sequer. De acordo com dados da Polícia Civil e do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (CIODES), os 103 assassinatos registrados no mês passado no Estado foram concentrados em 28 cidades.
A Grande Vitória é a que mais registrou mortes violentas: foram 66 nas sete cidades (Vitória, Serra, Cariacica, Vila Velha, Viana, Fundão e Guarapari). Logo depois, vem a região Nordeste, que registrou 14 vítimas; e a região Sul, que contabilizou oito homicídios. Com as menores taxas da criminalidade aparecem, empatadas, as regiões Serrana e Norte, com cinco mortes cada; e a região Noroeste, também com cinco homicídios.
Localizadas na região metropolitana da capital, as quatro cidades que mais registraram ocorrências do crime no último mês foram: Vila Velha (19), Serra (16), Vitória (11) e Cariacica (11). Já com menos de uma dezena de mortes, aparecem Viana (5) e Jaguaré (4). Além de Linhares, Aracruz, Nova Venécia e Guarapari com três vítimas cada.
COLATINA É DESTAQUE
Colatina é única cidade capixaba com mais de 100 mil habitantes que não registrou uma morte violenta sequer em janeiro. Localizada no Noroeste do Estado, Colatina vive essa tranquilidade no primeiro mês ano pela segunda vez consecutiva.
Em 2018, a cidade também não registrou homicídios em janeiro, e, ao longo do ano, teve a maior redução do crime desde 1992, quando foi criado o 8º Batalhão da Polícia Militar no município. Durante todo o ano passado, foram registrados 16 assassinatos. Em 2017, 30 pessoas foram assassinadas na cidade.
Responsável por assistir os municípios de Baixo Guandu, Alto Rio Novo, São Domingos do Norte, Pancas, Governador Lindenberg e Marilândia, o batalhão comemora também a marca de zero homicídio registrado nesses locais durante o último mês de janeiro.
Em nota, a PM disse que os resultados positivos alcançados na região são frutos de um trabalho alicerçado em dois pilares: integração com a comunidade e comprometimento do efetivo policial. Além do planejamento de operações que visa atender desde pequenas desordens até crimes considerados mais graves.
Entre as ações destacadas estão: reuniões comunitárias, levantamento de informações, instalação de bases, operações de trânsito focadas em locais com alta incidência de crimes, enfrentamento ao tráfico de drogas e ações sociais. Bem como, identificação e recuperação de locais antes dominados pela criminalidade e uso racional dos recursos humanos e logísticos.