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SEGURANÇA

169 crimes cometidos contra mulheres durante o carnaval no ES

Do total de crimes, 84 são referentes a lesão corporal, dez de estupro, 60 de ameaça, dois de tentativa de feminicídio, nove descumprimentos de medidas protetivas e quatro casos de importunação sexual.

Publicado em 07 de Março de 2019 às 23:45

Caique Verli

Publicado em 

07 mar 2019 às 23:45
Violência contra a mulher Crédito: Pixabay

O Espírito Santo registrou 169 crimes cometidos contra mulheres durante o Carnaval, de acordo com dados computados de registros policiais ocorridos entre as 18 horas da última sexta-feira (01) até às 6 horas da quarta-feira de cinzas (6).

Os dados divulgados nesta quinta-feira (07) pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), apontam ainda que neste período foram 94 pedidos de medidas protetivas solicitados à justiça, em virtude de mulheres ameaçadas de violência doméstica. Também foram presos em flagrante 70 homens acusados de violência contra a mulher e de crimes contra a dignidade sexual da mulher.

Do total de crimes cometidos contra mulheres neste período, 84 são referentes a lesão corporal, dez de

estupro, 60 de ameaça, dois de tentativa de feminicídio, nove descumprimentos de medidas protetivas e quatro casos de importunação sexual.

Segundo a Sesp, os 169 registros estão relacionados diretamente a crimes praticados durante o carnaval e não ao numero de pessoas investigadas. Isso porque uma mesma pessoa acusada de praticar violência pode responder a mais de um crime.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Roberto Sá, reforça que as mulheres vítimas de violência devem vencer o medo e denunciar os casos à polícia.

"Denunciem, acreditem. Ao menor sinal de que essa confiança foi perdida e de que pode haver uma agressão física, já nas agressões verbais, tomem suas providências de afastamento e a Polícia está à disposição para fazer o registro e para solicitar as medidas protetivas".

O delegado-geral da Polícia Civil, Darcy Arruda, declarou que os números chamam a atenção, mas aparecem mais em razão de que anteriormente eram subnotificados. “Os números poderiam estar escondidos. A imprensa ajudou muito também, dizendo o ‘Não é Não!’. A mulher está tendo maior confiança, entendendo o papel que tem que denunciar, não pode se calar e guardar para ela. Os números estão aí”, declarou.

Segundo Arruda, todos os casos que foram levados à polícia terão providências tomadas. "Nos casos de flagrante delito, o crime é inafiançável e o agressor vai ficar preso. De lá não sai”, pontuou.

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