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Avanço de manchas de óleo

Aracruz vai usar boias de contenção no litoral para tentar conter óleo

Secretário municipal de Meio Ambiente explicou que intenção é usar as boias junto com redes capazes de impedir que óleo chegue às praias, rochas e manguezais da cidade

Publicado em 04 de Novembro de 2019 às 19:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 nov 2019 às 19:05
Boias de contenção estocadas em Barra do Riacho, Aracruz Crédito: Dallete Ribeiro Blank
As manchas de óleo que castigaram diversas praias do Nordeste já chegaram a Nova Viçosa, no sul da Bahia. A proximidade do município baiano com o Espírito Santo acendeu o alerta máximo e faz cidades do Norte do Estado agilizarem as ações preventivas para tentar conter o possível avanço da substância no litoral capixaba.
Em Aracruz, a prefeitura montou um gabinete de crise e uma das ações planejadas é usar boias de contenção no mar, junto com redes que funcionariam como “saias”  para tentar impedir que o óleo atinja as praias, as rochas e os manguezais da cidade.

DESAFIO

O secretário municipal de Meio Ambiente, Edgar Allan Martins, explicou que segurar esse óleo é um grande desafio. Isso porque as boias conseguem conter o óleo que está na superfície da água.
“Esse petróleo cru tem uma característica de ser mais denso que a água do mar e ele está escoando na coluna d’água, ou seja, embaixo da superfície da água. Então, as boias que a gente tem disponíveis não surtem efeito, não conseguem segurar esse óleo que está escoando e passa por debaixo delas. O que a gente está estudando são alternativas que já foram implementadas no Nordeste, e tiveram sucesso em parte – mas houve também falhas. A ideia é criar uma ‘saia’ que se fixe a essas boias, para que essa saia faça a retenção do óleo que vier a atingir o nosso litoral”, ressaltou.

PROTEÇÃO DE ROCHAS

Além de evitar que a substância chegue nas praias, a ideia é proteger ainda as rochas presentes nos balneários de Aracruz.
“A preocupação maior é com nosso manguezal e com essa formação de rochas, que a gente chama de laterística, que tem os recifes de corais onde, se esse óleo chegar e entrar em contato, terá uma adesão que vai ser muito mais difícil a sua retirada do que na praia, no cordão arenoso”, destacou.
Se as de óleo manchas atingirem os corais, Martins disse que a limpeza será muito difícil por conta das marés. “Teríamos períodos específicos para acessar essas rochas. Por isso, é um problema enorme que a gente tem que atuar de forma preventiva para não sofrer depois uma dificuldade elevada para retirar esse material”, ressaltou o secretário.

PLANO DE AÇÃO MUNICIPAL

Ainda de acordo com Martins, as ações estão em fase de estruturação e a prefeitura pretende já deflagrar o plano de ação municipal.
“Instituímos um gabinete de crise, onde a gente tem diversas ações a serem implementadas, e já trabalhar a partir desta semana com a iniciativa privada para a gente tentar amadurecer essa ideia de ter uma boia junto com uma rede, uma ‘saia’, que possa fazer a contenção das manchas de óleo”, finalizou.
Com informações de Eduardo Dias, da TV Gazeta Norte.

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