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Fundão

Três cachorros morrem após ataques de abelhas em Praia Grande

Cinco cachorros e quatro pessoas foram picados durante a tarde. Além dos três cachorros que morreram, um quarto também foi ferido, mas foi salvo pelo Corpo de Bombeiros. Enxame se instalou em uma pousada desativada

Publicado em 28 de Dezembro de 2019 às 11:21

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 dez 2019 às 11:21
Corpo de Bombeiros foi até o local para evitar que as abelhas fizessem novas vítimas em Praia Grande Crédito: Celio Gomes/Foto Leitor
Moradores de Praia Grande, em Fundão, tiveram que se esconder dentro de casa na última sexta-feira (27) após um grupo de abelhas se agitar e atacar quem passava pelo local. O enxame, segundo testemunhas, picou cinco cachorros que viviam na região. Três deles não resistiram e morreram. Outro cachorro, também atacado, precisou ser atendido pelo Corpo de Bombeiros, que foi até o local.
As abelhas ficam no telhado de uma pousada que está desativada. Os bombeiros trabalharam durante duas horas para eliminar os insetos, mas moradores afirmam que na manhã deste sábado (28) ainda havia abelhas no local. O engenheiro aposentado Celio Gomes, que mora há 40 anos em um condomínio da região, diz que essa foi a primeira vez que houve um ataque dessas proporções no local.
“O pior momento foi durante a tarde, entre 13h e 17h, quando elas ficaram mais agitadas. Quatro pessoas aqui do condomínio também foram picadas, mas tomaram antialérgicos e estão bem. Ficamos muito preocupados, tem muitas crianças por aqui. Os cachorros ficam em uma casa bem ao lado. Além dos três que morreram, teve outro que ficou bastante ferido, mas foi salvo pelos bombeiros”, conta.
O dono da pousada, Nilton Marcelino, afirma que não sabia da existência das abelhas e lamentou a morte dos animais. Ele relata que já retirou algumas vezes colmeias que as abelhas construíram em seu imóvel, mas que elas sempre voltam, já que o local tem muitas árvores frutíferas.
“Fiquei triste com essa notícia. Esses cachorros foram pegos na rua, todo mundo alimentava eles. Eu sempre levava comida para eles também. Estou na rua há 11 anos e essa questão das abelhas sempre foi um problema recorrente, não só na minha pousada, mas em outras casas também. Meu interesse é resolver, porque apesar de não ter ninguém lá agora, alugo a pousada para grupos ainda. Já entrei em contato com um apicultor que vai lá para remover as abelhas e levar para um lugar seguro”, explica.
A reportagem também procurou o Corpo de Bombeiros. Assim que houver um retorno da demanda, esta matéria será atualizada.

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