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PRIMEIRO DEPOIMENTO

Professores acusados de assédio alegam que foram mal interpretados

Os depoimentos dos professores aconteceram na manhã desta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo

Publicado em 06 de Agosto de 2019 às 17:11

Eduardo Dias

Publicado em 

06 ago 2019 às 17:11
Os dois professores acusados de assédio sexual contra alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Clóvis Borges Miguel, na Serra, de defenderam em audiência na Assembleia Legislativa alegando que foram mal interpretados e que os casos de suposto assédio foram brincadeiras que fizeram com os alunos.
Os depoimentos dos professores aconteceram em uma reunião conjunta da CPI dos Crimes Cibernéticos e da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente, na manhã desta terça-feira (6). 
Professores acusados de assédio alegam que foram mal interpretados
Primeiro professor ouvido
O primeiro a prestar depoimento foi um professor de 35 anos. Ele foi denunciado pela mãe de um aluno de 15 anos, diagnosticado com deficiência intelectual — doença também chamada de retardo mental. A mãe afirma que o professor teria assediado o adolescente durante conversas em rede social.
Professor denunciado por assédio presta depoimento em comissão Crédito: Eduardo Dias
As mensagens trocadas entre o jovem e o professor foram descobertas pela mãe do aluno e encaminhadas à direção da escola. Nas conversas, o professor chama o aluno de lindo e chega a dizer que iria dar um abraço "por trás" no garoto. De acordo com a mãe do adolescente, os diálogos começaram em março.
O professor ficou à disposição dos deputados para responder perguntas por mais de uma hora e durante todo o tempo negou que as conversas com o garoto tinha cunho sexual. Nas palavras do professor, a mensagem mandada para o aluno foi uma “brincadeira de homem”.
Mãe de aluno chora 
A mãe do estudante, que pediu para não ser identificada, estava presente na sessão e chorou enquanto ouvia o depoimento. Ela criticou a justificava dada pelo professor e reclamou que, em vez do educador ser retirado da escola, o filho dela é que foi transferido.
"Para ele pode ter pode ter sido uma brincadeira, mas isso não é coisa que se faça. Eles estão ali para lecionar e não para fazer brincadeiras de mau gosto com os filhos da gente.
Professor nega assédio
As denúncias de assédio sexual na escola ganharam repercussão no final do último mês de junho, quando um grupo de alunas de denunciou um professor de 38 anos. Elas afirmam que o professor piadas de cunho sexual e comentários sobre o corpo delas. Em depoimentos, algumas alunas afirmam que foram chamadas de "gostosa" e que receberam convites para sair com o professor. Ele atua na escola há cerca de 10 anos e atualmente também tem o cargo de coordenador.
Em depoimento nesta terça-feira, o professor negou que tenha feito comentários de cunho sexual com as alunas ou que tenha feitos convites para compromissos fora da sala de aula. Segundo o professor, ele já fez comentários chamando alunas de bonitas e que foi mal interpretado pelas brincadeiras que fez.
Os professores não concederam entrevistas após os depoimentos. A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) informou que os dois professores estão afastados. 

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