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Morte no trânsito

Primo de professor morto em acidente desabafa: "Falta fiscalização"

É meu primo, meu irmão, nós crescemos juntos. O que eu vou falar para a minha tia? Ele tem dois filhos. Mais uma vez: o cara amarrou o negócio com plástico, meu Deus!", reclamou o guarda municipal Fábio Defendente

Publicado em 10 de Outubro de 2019 às 09:17

Isaac Ribeiro

Publicado em 

10 out 2019 às 09:17
Guarda municipal Fábio Defendente, primo de Mauro Celso Azevedo Guimarães, que morreu atingido por bobina Crédito: Elis Carvalho
Primo de professor morto em acidente desabafa que falta fiscalização
Indignado com a morte do professor de História Mauro Celso Azevedo Guimarães, de 44 anos, o primo dele, o guarda municipal Fábio Defendente, apontou que o acidente ocorrido na tarde de quarta-feira (09) foi provocado pela falta de fiscalização.
Fábio esteve no local do acidente, na Avenida Vale do Rio Doce, em São Torquato, Vila Velha, logo após uma bobina de aço despencar e atingir a moto onde estava o professor. Ele tinha acabado de dar aulas em Cariacica e seguia para casa, no bairro Alecrim.
"É meu primo, meu irmão, nós crescemos juntos. O que eu vou falar para a minha tia? Ele tem dois filhos. Mais uma vez: o cara amarrou o negócio com plástico, meu Deus! Não tem fiscalização. Até quando? Até quando o Brasil vai ficar desse jeito?"
Fábio Defendente - Primo do professor
De acordo com os peritos da Polícia Civil que foram ao local do acidente, das oito bobinas que estavam na carreta, cinco estavam soltas e três estavam amarradas de forma irregular. Os peritos explicaram que a fita catraca deve ser passada por dentro e por cima das bobinas para a amarração correta. Porém, as três bobinas estavam presas apenas pelas extremidades. As outras cinco estavam soltas, com amarrações irregulares feitas com fitas plásticas, o que não é permitido.
Bobina amarrada com plástico caiu de carreta e matou motorista em Vila Velha Crédito: Elis Carvalho

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