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Justiça com as próprias mãos

OAB-ES repudia defesa de Capitão Assumção a "olho por olho"

Deputado estadual afirmou que quem "atirou para matar, tem que tomar tiro para morrer", após sargento da PM ser baleado em Guarapari

Publicado em 16 de Abril de 2019 às 20:59

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

16 abr 2019 às 20:59
Capitão Assumção é deputado estadual pelo PSL Crédito: Lissa de Paula/Ales
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Espírito Santo (OAB-ES), repudiou, nesta terça-feira (16), a declaração do deputado estadual Capitão Assumção (PSL) sobre um crime deixou um sargento da Polícia Militar baleado, em Guarapari. O parlamentar disse que a pessoa que atirou no policial "tem que tomar tiro para morrer".
Em nota, a Comissão ponderou que o devido processo legal deve ser respeitado e que a retórica violenta não pode ser admitida. 
"Não se pode admitir, em hipótese nenhuma, a retórica do 'atirou para matar, tem que tomar tiro para morrer'. Devemos observar o devido processo legal, dentro dos limites punitivos constitucionais e legais do ordenamento jurídico penal. Eis a fórmula básica e simples do Estado Democrático de Direito", diz o texto.
A OAB-ES também frisou, na nota, que as autoridades devem combater a criminalidade preservando os direitos humanos.
"É fundamental que as autoridades dos Poderes da República façam o combate à criminalidade sem deixar de preservar os direitos humanos. A Constituição Federal defende a dignidade da pessoa humana de forma clara, nos protegendo de todo tipo de abuso estatal", finaliza.
A manifestação repudiada pela OAB foi divulgada pela assessoria do deputado: "Bandido tem que respeitar o cidadão. E se este cidadão for um policial, há um agravamento. Tem que ser caçado porque já se mostrou que não respeita a vida de ninguém. Ou vocês querem que os policiais cheguem com flores pedindo 'pelo amor de Deus' para ele se entregar. Tem que aguentar a carga. Atirou para matar tem que tomar tiro para morrer".
Antes disso, Assumção havia usado as redes sociais para dizer que os bandidos eram procurados "vivos ou mortos". "Procuram-se os bandidos. Vivos ou mortos. Mais mortos do que vivos", escreveu.
Antes de ser eleito deputado, em 2018, Capitão Assumção teve papel de destaque durante a greve da PM, em 2017. Chegou a ser expulso da corporação por participação no movimento. A saída não foi concretizada porque faltava uma homologação do Judiciário. No entanto, na última semana, teve ação judicial extinta no Tribunal de Justiça do Estado, uma vez que a expulsão se daria no âmbito administrativo, alcançado por uma anistia concedida pelo governo do Estado. 
O CRIME
O crime ocorreu na noite de segunda-feira (15) em um pizzaria, em Guarapari. Uma câmera de segurança flagrou o momento em que dois jovens entraram no local, às 20h20. O policial está sentado, sozinho, dentro do estabelecimento, mexendo no celular. 
Um dos assaltantes levantou a camisa do policial e pegou a arma dele, que estava na cintura. O sargento permanece com os braços para cima. Quando saía do estabelecimento, um dos jovens atira duas vezes na direção do militar. Um tiro atingiu a parede. O outro atingiu o policial que, mesmo ferido, partiu para cima do bandido. Enquanto tentava se defender, o policial recebeu golpes do assaltante. 

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