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Educação

Matrícula no Ensino Médio em tempo integral cresceu 43% no ES

O aumento mais significativo foi na rede pública estadual, que cresceu mais de 80% nessa modalidade

Publicado em 31 de Janeiro de 2019 às 19:40

Natalia Bourguignon

Publicado em 

31 jan 2019 às 19:40
escola Crédito: Pixabay
O número de matrículas na modalidade integral do Ensino Médio aumentou 43% entre 2017 e 2018 no Espírito Santo. No ano passado, a modalidade ganhou 3.792 alunos. Deles, 3.503 se matricularam na rede pública estadual. No Brasil, o aumento foi de 18% em todas as redes. As informações são do Censo Escolar, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nesta quinta-feira (31).
Segundo os dados, em 2017, 4.232 alunos se matricularam no ensino médio integral na rede pública, em 2018 foram 7.735. Um crescimento de 82,7% entre 2017 e 2018.  Em 2016, as escolas estaduais de tempo integral tiveram 1.474 matrículas. 
O Ministério da Educação considera tempo integral a modalidade de ensino em que o aluno passa pelo menos sete horas diárias em atividades escolares. No ano passado, com o crescimento da oferta nas Escolas Vivas, a proporção de alunos matriculados nessa modalidade no ensino estadual é de 8,15%. Se considerados  também os Institutos Federais e as escolas particulares, a proporção chega a 10,65% no Espírito Santo, maior que a brasileira, que é de 9%. Uma das metas do Plano Nacional de Educação, é de que esse número chegue a 25% até 2024. 
Procurada, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) informou por meio de nota que o aumento do número de estudantes matriculados nas escolas em tempo integral deve-se ao fato do número de unidades direcionadas, especificamente, para esta modalidade de ensino ter aumentado de 17 para 32 unidades entre 2017 e 2018.
QUEDA
Paralelamente, o Ensino Médio estadual como um todo, registrou queda de 6,16% no número de matrículas, passando de 100.986 em 2017, para 94.763 em 2018. Segundo a doutora em Educação da Ufes, Cleonara Schwartz, a queda pode significar um abandono por parte dos estudantes que não conseguiram se adequar ao modelo da Escola Viva, de tempo integral. “Há um número de jovens que, por não se adequar a esse modelo, interromperam seus estudos. São adolescentes que fazem parte da classe trabalhadora”, analisa.
Ainda de acordo com a especialista, um dos desafios do novo governo será repensar o modelo de escola em tempo integral para, ao mesmo tempo, atender a demanda federal de ampliar a oferta, mas sem excluir aqueles que não conseguem estudar o dia inteiro. “Não adianta abrir escola de tempo integral e fechar uma que não é, sendo que temos a demanda dos jovens que precisam estudar e trabalhar. Eles não têm condição de permanecer todo esse tempo na escola”, diz.

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