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Homicídio

Defesa de advogado preso no ES nega que houve ordem para matar

Segundo a polícia, Frank Willian foi preso na última na sexta-feira (13) acusado de transmitir o comando do traficante ícaro Santana Soares para assassinar a esposa e o amante

Publicado em 17 de Setembro de 2019 às 09:49

Publicado em 

17 set 2019 às 09:49
Advogado Frank Crédito: Divulgação
O advogado Walas Paiva Espindola, que faz a defesa do advogado Frank Willian de Moraes Leal Horácio,  preso como acusado de envolvimento em um homicídio na última sexta-feira (13), nega que o cliente tenha transmitido uma ordem de comando de dentro do presídio para matar duas pessoas.
Frank foi preso em decorrência da investigação que apura o homicídio de Fernando Monteiro Telles. Ele advoga para membros do Primeiro Comando de Vitória (PCV) e, segundo a polícia, levou ordem de ícaro Santana Soares para assassinar Fernando e a esposa de Ícaro, que estavam tendo um caso.
Espindola afirma que não há prova da ordem de comando em todo o processo, a única carta escrita a pedido de Ícaro foi para a esposa dele. “Não existe em nenhum momento nos autos do processo qualquer tipo de informação nesse sentido, Essa informação só surgiu após depoimento da esposa de Ícaro”, disse.
Espindola diz ainda que o cliente contou à família de Ícaro sobre os depoimentos sigilosos que havia no processo porque ele é parte do processo. “O fato de falar sobre uma testemunha sigilosa não é um crime, seria um problema se ele fosse exposta. É um áudio de cinco minutos que explica aos familiares o que está acontecendo dentro do processo. O doutor Frank assim que olhava o processo dava um parecer para os familiares. Isso é normal”, pontuou.
Além da carta, acrescenta Espindola, as únicas anotações que ele fez foi sobre o processo. “Toda vez que doutor Frank conversa com o cliente tem que fazer anotações, ele cuidava da parte processual de Ícaro, inclusive no dia 28 de março ele protocolou um pedido de habeas corpus”, esclareceu.
A defesa diz ainda que durante todo o inquérito policial ele auxiliou nas investigações. “Ele esteve de prontidão para qualquer tipo de esclarecimento. Durante a instrução processual será demonstrado a sua inocência”, disse. 

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