Nos primeiros quatro meses após a chegada da pandemia do novo coronavírus, os planos de saúde de assistência médica perderam 1.670 usuários no Espírito Santo. Os números foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e mostram que a queda no número de usuários apresentada pelo Estado acompanha a média nacional. Contabilizando todas as unidades da federação, os convênios que atuam no país perderam quase 327 mil usuários. Segundo os dados, em março o ES somava 1.108.911 beneficiários. Em julho, data de atualização mais recente, foram 1.107.241. Apesar da queda, há um cenário de retomada.
No primeiro mês de 2020, o Espírito Santo apresentou o maior número de beneficiários, que passavam de 111 mil. A quantidade não foi atingida nos meses seguintes.
Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, a primeira queda ocorreu entre os meses de março e abril, com 518 beneficiários a menos. A tendência de diminuição na procura por convênios de saúde foi novamente demonstrada pelos números em maio, com a queda mais drástica do período. O saldo negativo entre o quarto e o quinto mês do ano foi de 9.571 usuários.
A contagem inferior a 1.100.000 beneficiários não era atingida desde o mês de julho de 2019. Maio registrou 1.098.822.
Após os dois meses em queda, o gráfico da Agência Nacional de Saúde Suplementar voltou a mostrar otimismo para o setor. Foram mais de 2 mil novas aquisições de planos de saúde no Espírito Santo entre maio e junho.
Houve também crescimento de junho a julho, o maior desde o ano passado. No último mês de atualização dos dados, o Espírito Santo registrou 1.107.241 beneficiários de planos de saúde.
Os números ainda detalham que 123.587 beneficiários optam pela contratação de convênio individual ou familiar. 978.783 se enquadram na opção coletivo. Dentre estes, 801.337 estão no chamado coletivo empresarial.
Os números citados pela reportagem de A Gazeta são considerados de planos de assistência médica, que se diferenciam de planos exclusivamente odontológicos.
Neste setor, o Espírito Santo também cresce de maneira gradual. Em março, eram 517.992 usuários de plano exclusivamente odontológicos. O número chegou a atingir a faixa dos 506 mil em maio, mas retomou o crescimento e está na casa dos 513 mil. O saldo também é negativo, mas assim como a segmentação médica, apresenta subida.