No Estado, 2.759 pessoas já estão com o pagamento do BPC bloqueado. Em agosto, foi iniciada uma revisão dos dados dos beneficiários que estão sem inscrição no CadÚnico ou sem atualizações das informações pessoais há mais de 48 meses e, com as medidas de Haddad, o número de bloqueios pode aumentar com o pente-fino, que começou com as suspensões efetivas na última segunda-feira (25).
Já em comunicado veiculado para todo o país na noite de quarta-feira (27), Haddad citou que serão aperfeiçoados mecanismos de controle para benefícios como o BPC, para “garantir que as políticas públicas cheguem a quem realmente precisa”.
Com o pente-fino, o BPC deve adotar critérios de adesão similares ao do Bolsa Família, incluindo um cruzamento mensal de dados que não é feito atualmente. A expectativa, segundo o projeto do governo — que ainda é embrionário — é que seja exigida prova de vida anual dos beneficiários do BPC, assim como é feito pelo INSS com aposentados. Além disso, deve ser cobrado o reconhecimento facial e biometria para concessão dos pagamentos que, no próximo ano, devem movimentar R$ 118 bilhões.
Segundo o INSS, para pedir o desbloqueio do pagamento, os beneficiários podem ligar para a Central de Atendimento do órgão, no telefone 135, ou então comparecer a uma Agência da Previdência Social (APS).
“A partir do contato com a Central 135 ou com o INSS para pedir o desbloqueio do pagamento, começa a contar o prazo de 30 dias para regularizar a situação no Cadastro Único (CadÚnico) no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) do município onde mora. Quem não fizer a atualização cadastral terá o BPC suspenso”, esclarece o INSS.
Vale salientar, que a inscrição e a atualização do CadÚnico somente podem ser feitas no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) do município onde o beneficiário do BPC reside. Pelo site do INSS é possível saber se terá que passar por revisão.