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Varejo e a pandemia

Comércio cresce pelo 5º mês no ES, mas avanço perde fôlego em setembro

Segundo o IBGE, os destaques foram tecidos, vestuário, calçados, para eletrodomésticos, móveis, hipermercados e supermercados. No mês analisado, alta nas vendas foi de 1,8%

Publicado em 11 de Novembro de 2020 às 11:30

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 nov 2020 às 11:30
Comércio da avenida Expedito Gárcia, em Campo Grande, Cariacica
Comércio de roupas e tecidos tenta se recuperar da crise do início do ano Crédito: Ricardo Medeiros
As vendas do comércio varejista no Espírito Santo cresceram 1,8% em setembro em relação ao mês anterior. Já na comparação com setembro de 2019, o avanço foi de 13,5%. Apesar do crescimento, houve leve desaceleração na variação mensal. Em agosto, o aumento foi de 2,3% em relação a julho.
Entre janeiro e setembro, o segmento já acumula alta de 2,5% em relação ao mesmo período de 2019. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 2,9%.
O resultado é puxado pelas vendas de tecidos, vestuário e calçados, que tiveram desempenho 20,5% maior que na comparação com setembro do ano passado. No acumulado do ano, o segmento teve retração de 7,1%, e, em 12 meses, recuou 2,8%.
O comércio de móveis e eletrodomésticos vem na sequência, com crescimento de 18,9% no mês. No ano, o setor avançou 1,2%, e 2,3% em relação aos 12 meses anteriores, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Hipermercados e supermercados também registraram melhora nas vendas, com alta de 15,9% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento tem, inclusive, levado alguns supermercados a limitar o volume de produtos que podem ser adquiridos pelos clientes. No ano, o segmento acumula crescimento de 12,4%. Em 12 meses, 9,7%.
As vendas de combustíveis e lubrificantes também avançaram, com alta de 7,5% no mês. Apesar disso, influenciado pelo período de isolamento, que levou a uma queda no deslocamento da população, o segmento ainda apresenta contração de 14,3% no ano, e 10,8% nos 12 meses anteriores à pesquisa.
O comércio de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos segue avançando, com crescimento de 6,1% no mês, e 3,4% no ano. Em 12 meses, a expansão foi de 6%.
Outros artigos de uso pessoal e doméstico também tiveram aumento na procura, e avançaram 8,8%, dando sinais de recuperação. No ano, o segmento já acumula perdas de 13,2%, e, em 12 meses, 7,5%.
Por outro lado, a venda de produtos como livros, jornais, revistas e material de papelaria continuou a apresentar resultado negativo, com queda de 8% no mês, e 13,2% no ano, refletindo a suspensão das aulas presenciais até então. Em 12 meses, a retração foi de 7,5%.
A título de informação, embora a variação mensal do comércio varejista em setembro, na comparação com agosto, não seja a maior já registrada, foi o mês de setembro com maior lucro para os comerciantes  desde o início da série histórica do IBGE, em 2000.

VAREJO AMPLIADO

O comércio varejista ampliado, que inclui além do varejo as atividades de veículos, motos, partes e peças e segmento de material de construção, teve crescimento de 3,1%, em relação a agosto, na série com ajuste sazonal, puxado pelo aumento de vendas de materiais de construção, que cresceram 109,2% no período, e 51,6% no ano.
O volume de vendas do comércio varejista ampliado, aliás, alcançou o maior patamar para um mês de setembro desde o início da série histórica.
Na comparação com setembro de 2019, o comércio varejista ampliado no Estado cresceu 22,7%. No ano, avançou 2%, e, em 12 meses, 3,2%.

RESULTADOS DO PAÍS

Em setembro de 2020, o comércio varejista nacional cresceu 0,6% frente a agosto, na série com ajuste sazonal, quinta alta consecutiva desde maio de 2020. A média móvel trimestral foi de 2,8%. Na série sem ajuste sazonal, em relação a setembro de 2019, o comércio cresceu 7,3%, quarta taxa positiva consecutiva.
No acumulado do ano, o varejo registra estabilidade (0,0%), após seis meses no campo negativo. Já o acumulado nos últimos 12 meses aumentou 0,9%.
Na série com ajuste sazonal, na passagem de agosto para setembro de 2020, houve alta em cinco das oito atividades pesquisadas: Livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (8,9%); Combustíveis e lubrificantes (3,1%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,1%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (1,1%) e Móveis e eletrodomésticos (1,0%).
Por outro lado, pressionando negativamente, figuraram três setores: Tecidos, vestuário e calçados (-2,4%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%); e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0.4%).
No varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas cresceu 1,2% em relação a agosto de 2020, quinta variação positiva consecutiva. A média móvel subiu 4% reduzindo o ritmo de crescimento das vendas, comparada à média móvel nos trimestres encerrados em agosto (7,4%) e julho (11,1%). Em relação a setembro de 2019, o comércio varejista ampliado cresceu 7,4%, sua terceira taxa positiva consecutiva.
No comércio varejista ampliado, na passagem de agosto para setembro, o setor de Veículos, motos, partes e peças registrou crescimento de 5,2% enquanto em Material de construção, o aumento foi 2,6%, ambos, respectivamente, após avanços de 8,3% e 3,6% registrados no mês anterior.

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