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Pesquisa do IBGE

Preços dos alimentos puxam inflação que atinge 0,91% na Grande Vitória

Seguindo uma tendência observada nos últimos meses, indicador cresceu acima da média nacional (0,86%) em outubro. Gastos com comida e vestuário pesam nesse crescimento

Publicado em 06 de Novembro de 2020 às 10:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 nov 2020 às 10:45
Supermercados continuam limitando venda de alimentos
Supermercados continuam limitando venda de alimentos Crédito: Fernando Madeira
A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continua a crescer na Grande Vitória. Em outubro, o indicador disparou 0,91%, alcançando o maior patamar para um mês desde junho de 2018 (1,29%), e o pior resultado para outubro desde o início da série histórica, iniciada em 2014. No ano, o acumulado é de 2,68%.
Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, apontam que a inflação na Região Metropolitana do Estado cresceu além da média nacional. No país, o indicador disparou 0,86% no mês passado – o maior resultado para um mês de outubro desde 2002 (1,31%) –, e acumula alta de 2,22% em 2020.
Os dados do IPCA referem-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. O desempenho foi puxado pela alta no preço dos alimentos, que tem alcançado patamares elevados nos últimos dois meses, levando alguns estabelecimentos a, inclusive, limitar o volume de produtos vendidos por consumidores.
Preços dos alimentos puxam inflação que atinge 0,91 por cento na Grande Vitória
Os gastos com alimentação e bebida cresceram 3,08% no mês passado. Os vilões da cesta básica foram o mamão, com alta de 23,29%, e o óleo de soja, com aumento de 20,52%.
Quem foi ao supermercado recentemente certamente sentiu o peso do indicador no bolso. Uma embalagem de óleo com 900 ml do produto, que, não muito tempo atrás, custava menos que R$ 5, já beira R$ 9.
O segundo maior destaque vai para o segmento de vestuário. Os produtos dessa categoria tiveram incremento de 1,6% na inflação. Artigos para residência também ficaram mais caros, com avanço de 0,98% no mês.
Também houve aumento nos gastos com habitação, cujos preços subiram, em média, 0,82%, e transportes (0,56%). A passagem aérea, aliás, é o produto com maior inflação acumulada no mês, tendo disparado 35,7%.
Também houve aumento da inflação para despesas pessoais (0,13%) e educação (0,58%). Já os gastos com saúde e cuidados pessoais (-0,04%) e comunicação (-0,14) tiveram redução, acompanhando uma tendência observada nos últimos meses.

ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC)

O peso da inflação é maior para as famílias de menor renda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que se refere às famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, apresentou alta de 0,94% em outubro na Grande Vitória.
O acumulado no ano é de 3,83% – também maior que a média nacional, de 2,95%. Em outubro, o INPC no país cresceu 0,89%.

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