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Zika

Sesa alerta gestantes sobre os perigos provenientes do Aedes Aegypti

Este vírus pode ocasionar complicações neurológicas no feto, como a microcefalia, uma malformação congênita em que o cérebro do bebê não se desenvolve de forma adequada
Vitor Gregório

Publicado em 

10 dez 2021 às 13:12

Publicado em 10 de Dezembro de 2021 às 13:12

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, vírus zika e chikungunya
Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, vírus zika e chikungunya Crédito: Divulgação
Zika, doença transmitida através da picada do Aedes Aegypti, apresenta muitos riscos a população, de modo geral. Inclusive, um risco superior aos demais vírus, como o da dengue e chikungunya. Os problemas, originários da picada do mosquito, apresentam complicações ainda mais elevadas em gestantes.
Este vírus pode ocasionar complicações neurológicas no feto, como a microcefalia, uma malformação congênita em que o cérebro do bebê não se desenvolve de forma adequada.
De acordo com a médica infectologista e referência técnica dos arbovírus, Theresa Cristina Cardoso Silva, as gestantes devem se ater e tomar os cuidados especiais. “A infecção pelo vírus Zika, na maioria dos casos, é branda e tem cura espontânea depois de 10 dias. A preocupação são as complicações neurológicas no feto infectado durante a gestação. É importante que a população tome medidas preventivas contra o mosquito. Além disso, é necessário que as gestantes sempre busquem uma Unidade Básica de Saúde para iniciar o pré-natal, assim que descobrirem a gravidez, e compareçam às consultas regularmente”, explicou.
Nestes períodos chuvosos que o Espírito Santo vem enfrentando, há o aumento de casos de mosquito e, portanto, as gestantes devem tomar algumas precauções. Para tanto, faz-se necessário:
  • Fazer uso de telas em janelas e portas;
  • Usar roupas compridas, com o objetivo de não deixar áreas do corpo expostas para ocorrer a picada do mosquito;
  • Fazer uso de repelente;
  • Ficar preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis;
  • Praticar sexo seguro para não transmitir o vírus para o feto.
É fundamental, portanto, que toda a população atue na prevenção de possíveis criadouros do Aedes Aegypti em suas residências, escolas e ambientes de trabalho.

MAIS DE 800 CASOS DE ZIKA EM 2021 NO ES

O Espírito Santo registrou de janeiro a outubro deste ano, 898 casos de Zika. Os dados podem ser confirmados através do boletim semanal divulgado pela equipe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental, da Secretaria da Saúde (Sesa), nesta quinta-feira (09).
Além disso, o boletim apresenta a incidência da dengue e chikungunya. Foram confirmados 14.065 e 2.981 casos, respectivamente, no mesmo período.

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