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Pandemia

Secretário do ES cobra participação do Ministério da Saúde no combate à Covid-19

Nésio Fernandes, secretário de Estado da Saúde, se posicionou no Twitter, destacando que 98% das tropas da saúde são de Estados e municípios, mas não é possível haver ruptura no alinhamento hierárquico do SUS

Publicado em 24 de Maio de 2020 às 15:38

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 mai 2020 às 15:38
Secretário Nésio Fernandes
Secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, se posicionou no Twitter Crédito: Reprodução
O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, cobrou, por meio de uma publicação no Twitter, neste domingo (24), uma maior participação e articulação regional do Ministério da Saúde no enfrentamento ao coronavírus. Ele argumenta que hoje enquanto Estados e municípios possuem "98% das tropas na guerra contra a pandemia", o Ministério da Saúde possui 2%.
Este conceito é do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, segundo o secretário. Quanto aos "98% das tropas", o secretário explicou para a reportagem de A Gazeta que referia aos serviços de saúde, que em maior parte são executados pelos Estados e municípios, por meio dos hospitais, policlínicas, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Unidades Básicas de Saúde (UBS) e equipes de vigilâncias, por exemplo.
"Somos 98% do recurso humano, dos serviços e dos contratos com filantrópicos e entes privados, no conjunto de ações e serviços públicos de saúde que compõem o SUS", disse.
Com essa configuração, o secretário defendeu no Twitter que não é possível haver ruptura no alinhamento hierárquico do Sistema Único de Saúde e que para isso, o Ministério da Saúde precisa ser uma coluna vertebral firme e flexível.
"O Ministério da Saúde como coordenador nacional, definidor de estratégias nacionais, financiador, articulador de respostas rápidas, criador de coesão interinstitucional e de apoio as medidas disponíveis que rompem a cadeia de transmissão da doença: o distanciamento social. O Ministério deverá estar presente com seus 2% de tropas em campo, mobilizando recursos hospitalares e hospitais de campanha das forças armadas, agora será fundamental em várias regiões do País. O interior do país esta vivendo a expansão da epidemia", destacou o secretário.

QUESTÕES REGIONAIS

Nésio também pontuou que nesta guerra contra o vírus, o tempo de "silêncio epidemiológico" de Minas Gerais, regiões Sul e Centro-Oeste, são um tempo de preparação e movimento para o pior que poderá chegar a estes Estados em junho e julho.
"Ainda temos que administrar a franca crise no Norte e parte do Nordeste. Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro se aproximam de realidades comuns, e entrincheirados precisam de uma ofensiva integrada contra o vírus. Alguns Estados estão em situação de pré-crise iminente, como o Tocantins e o interior do Pará".
Em razão disso, o secretário defende que é preciso unidade nacional e forte articulação regional para vencer a crise. "A Covid-19 mata, e mata muito. A fragmentação e a pulverização de comandos fragilizará a todos, o colapso do país é possível e real. Trincheiras de ideias valem mais que trincheiras de pedras", finalizou.

TROCA NO GOVERNO FEDERAL

O secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, deixará o cargo nesta segunda-feira (25). Ele chegou a pedir demissão no dia 15 de abril, mas o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não permitiu sua saída. O Ministério da Saúde confirmou a saída do secretário e disse que o substituto será informado nas próximas edições do Diário Oficial da União.
Durante a gestão de Mandetta, Oliveira foi uma das autoridades do ministério que mais participaram das ações para enfrentar a pandemia. Assim como o ex-ministro, o secretário defende o isolamento social como estratégia de contenção do coronavírus, medida criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, que afirma que esta ação é prejudicial à economia.
Em mensagem enviada à equipe, Wanderson disse que a saída foi definida no dia 15 de abril, mas que permaneceu mais algumas semanas a pedido de Mandetta e de seu sucessor, Nelson Teich, que também já deixou a pasta. Oliveira é servidor do Hospital das Forças Armadas em Brasília e se reapresentará à instituição.
O secretário do Espírito Santo, Nésio Fernandes, comentou que considera Wanderson como o melhor quadro que existiu no Ministério da Saúde em toda a crise da Covid-19, e que o que tem de acerto no Ministério da Saúde, deve-se em grande parte a condução dele.
"Um amigo que ganhei no meio desta loucura que vivemos, sempre acompanhando as medidas que tomamos no Estado, nos orientando e ajudando a apontar caminhos".
Quando ao substituto dele, e uma eventual mudança no direcionamento sobre o isolamento social, Nésio acredita que cabe a cada ministro a atribuição para compor seu secretariado e equipe.
"O espaço de secretário é ocupado mediante convite. Seria um grande acerto do atual Ministro mantê-lo. Acredito que o próprio ministro também acredita no isolamento e no distanciamento social como recurso para enfrentar a pandemia."

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