Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Vai virar farinha

Produtor colhe aipim de quase 2 metros e 20 kg no Norte do ES

Fernando Broseghini, de 35 anos, afirma que não vive da plantação de mandioca e acabou colhendo o aipim de 20 kg, segundo ele, sem uso de agrotóxicos. O tubérculo será transformado em farinha

Publicado em 01 de Fevereiro de 2021 às 13:48

Vinicius Zagoto

Publicado em 

01 fev 2021 às 13:48
Produtor colhe aipim de 20kg e quase 2 metros no Norte do ES
Produtor colhe aipim de 20kg e quase 2 metros no Norte do ES Crédito: Adenira Broseghini
As folhas do mandiocal já faziam tanta sombra sobre as pimentas plantadas embaixo que Fernando Broseghini, de 35 anos, queria dar fim à plantação de mandiocas, o que foi consumado neste domingo (31) quando o produtor rural fez a colheita dos tubérculos na zona rural de Jaguaré,  no Norte do Espírito Santo.
No trabalho de colheita, uma dificuldade: as plantações de mandioca costumam ter muitas raízes e a retirada não é tão fácil. Desta vez, no entanto, parecia estar ainda mais difícil. “O trabalho todo de colheita das mandiocas levou umas quatro horas”, conta Fernando.
A demora e a dificuldade tem uma explicação. Uma das mandiocas pesava 20 kg e tinha quase dois metros de comprimento. Segundo Fernando Broseghini, essa foi a maior, mas as outras colhidas também são grandes. “Enchi 26 carrinhos de mão com as mandiocas. No total deu duas caminhonetes cheias.”
Fernando Broseghini, de 35 anos, e o filho Samuel, de sete
Fernando Broseghini, de 35 anos, e o filho Samuel, de sete Crédito: Adenira Broseghini

SEM AGROTÓXICOS

O tamanho do tubérculo não sofreu influência de agrotóxicos ou insumos agrícolas, o que enche ainda mais Fernando e a família de orgulho: “Para a gente da agricultura é satisfatório plantar e encontrar um produto daquela qualidade, sem uso de agrotóxicos.”
A plantação do produtor rural foi feita por acaso, sem pretensão: “Plantei uns pés pingados. A gente tem esse costume italiano de quando chove, a gente vai lá e planta uma coisinha ou outra. Quando vimos, a roça estava cheia.”
Fernando, que não tinha nem intenção de lidar com a plantação de mandioca, tem agora uma grande colheita para dar conta. Na manhã desta segunda-feira (31), ele levou a produção para um conhecido da região, que produz farinha. “Um pouco vai para o consumo e o resto vamos tentar vender”, afirma.
Apesar da possível venda, Fernando conta que plantar assim é mais para a satisfação pessoal e menos para o financeiro. Questionado sobre a vida no interior, o produtor define a paixão pela terra em uma frase: “A gente que mora na roça vai à cidade somente para pagar conta”, finaliza.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Irregularidade é atribuída ao período em que o parlamentar era presidente do Legislativo municipal
Vereador é multado por nomear cunhado para cargo em Câmara no ES
Imagem de destaque
Luminol revela manchas de sangue em parede da casa de idoso encontrado morto em Vila Velha
Imagem de destaque
Após anos de tentativas, criança do ES com AME vai receber "remédio mais caro do mundo"

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados