Repórter / [email protected]
Publicado em 2 de maio de 2025 às 15:47
Vai deixar de existir o tradicional serviço de balsa de Itapina, em Colatina, Noroeste do Espírito Santo. A travessia com mais de um século de história, levando pessoas de um lado a outro do Rio Doce, será encerrada no início da próxima semana, em 5 de maio. A prefeitura divulgou que não vai mais renovar o contrato com a empresa que realiza as operações nos últimos anos já que análises apontaram que o serviço tornou-se “ineficiente”, nas palavras da gestão municipal.>
O custo anual do contrato é de R$ 276 mil e o valor será reinvestido na própria comunidade em ações ainda em definição e discussão com os moradores. "A decisão foi tomada com base em levantamentos que demonstraram a ineficiência econômica do serviço e a ausência de registros mínimos que justificassem sua continuidade. Foram identificadas diversas irregularidades como a falta de relatórios técnicos, inexistência de controle de fluxo de usuários e ausência de registros operacionais da embarcação", informou a prefeitura.>
A gestão municipal destacou ainda que fiscalização da Secretaria Municipal de Transporte "constatou que a balsa permaneceu inoperante em várias ocasiões, sem aviso prévio à população", e que "durante visitas ao local, verificou-se que a embarcação estava parada, sem presença do marinheiro responsável, e com relatos de moradores indicando a suspensão do serviço por dias consecutivos". Outro fator decisivo para o encerramento do serviço foi a variação do nível do Rio Doce durante a maior parte do ano, que fica abaixo do necessário para permitir a travessia segura. >
A prefeitura informou ainda que notificou em março a empresa que faz as operações para "corrigir as irregularidades, retomar a operação regular e apresentar justificativas”, mas “as exigências não foram atendidas de forma satisfatória”. >
>
Procurada por A Gazeta para comentar sobre as afirmações da gestão de Colatina e também sobre o fim do contrato, a empresa RJ Serviços e Transporte Limitada (Ltda) informou que a balsa possui todos os devidos registros necessários conforme determina a legislação e pontuou que as operações sofrem mudanças durante o período de estiagem, quando o nível do Rio Doce cai. >
Na íntegra | RJ Serviços e Transporte Limitada
Quanto à operação da balsa de Itapina, de acordo com o contrato e o horário de trabalho ali mencionados, a balsa possui registro na Marinha e é composta por dois operadores com carteira de registro de Marinheiro (MAC ou MAN), conforme determina o registro.
A operação sofre mudanças no período de estiagem, em que o nível do rio oscila — às vezes pela manhã, às vezes à tarde — de acordo com a vazão de água da represa de Mascarenhas, de modo que nem todos os horários podem ser cumpridos. Há também períodos em que a balsa não consegue operar, quando o rio apresenta o nível mínimo de água.
Quanto ao custo, obedecemos à convenção coletiva de trabalho do sindicato dos marinheiros, que compõe salário, vale-alimentação, plano de saúde, seguro, auxílio-aluguel, ajuda de custo e impostos.
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta