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Apuração

PM vai investigar vazamento de operação contra suposta milícia no ES

Em decisão desta segunda-feira (11), a Justiça estadual determinou que a Corregedoria da PMES apurasse os fatos, ocorridos em maio, durante o cumprimento dos mandados judiciais de prisão e busca e apreensão

Publicado em 13 de Julho de 2022 às 14:03

Vilmara Fernandes

Publicado em 

13 jul 2022 às 14:03
Polícia Militar vai investigar um vazamento de informações sigilosas da Operação La Liga, realizada para obter provas e prender os acusados de participação em um suposto grupo de milícia no Espírito Santo. O fato aconteceu em maio, durante o cumprimento dos mandados judiciais de prisão e busca e apreensão. Um dos militares que seria preso não foi encontrado em sua residência. Posteriormente, foi identificado que, naquela manhã, ele recebeu quatro ligações de sua irmã, que atua na Corregedoria da PM.
Na última quinta-feira (7), o MPES apresentou denúncia à Justiça estadual, contra seis pessoas, das quais quatro são policiais militares. No documento, é informado que os denunciados “integravam e mantinham organização paramilitar, milícia particular, grupo armado com finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos no Código Penal”. E acrescenta que há “evidências de vazamento de informações sigilosas”.
Foi então pedido à Justiça: “Requer seja oficiado à Corregedoria de Polícia Militar para a apuração da violação de sigilo profissional, autorizando o compartilhamento de provas produzidas no âmbito desta ação penal para também dar seguimento às apurações de caráter administrativo/funcional dos denunciados”, é dito no texto.
Presos na operação da Gaeco desta sexta (13) foram conduzidos ao DML de Vitória
Presos na operação da Gaeco  em 13 de maio Crédito: Vitor Jubini
Nesta segunda-feira (11) a Justiça estadual aceitou o pedido do MPES e determinou que a Corregedoria apure os fatos. A decisão é da juíza da Primeira Vara Criminal de Vitória, Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage, que aceitou a denúncia do MPES contra seis pessoas. Em seu texto, ela informa:
"Diante dos indícios de possível vazamento das informações sigilosas durante o cumprimento dos mandados judiciais expedidos na medida cautelar da  'Operação La Liga', oficie-se à Corregedoria da Polícia Militar para apuração da violação do sigilo profissional, especialmente em relação à Policial Militar, irmã do acusado, considerando que, no dia do cumprimento do mandado de prisão temporária, eles mantiveram contato telefônico, não sendo o acusado encontrado em casa".

O QUE ACONTECEU

Segundo o MPES, um dos denunciados, um cabo da PM que seria alvo de prisão e da busca e apreensão, é irmão de uma policial militar que atua na Corregedoria da Polícia Militar, órgão responsável pelo cumprimento dos mandados em face dos policiais. Os dois militares moram na mesma casa.
Na manhã da prisão, o cabo não foi localizado em sua residência e quem recebeu a equipe responsável pelo cumprimento das medidas (prisão e apreensão) foi a irmã. A denúncia aponta que a militar que atua na Corregedoria informou ao irmão que ele seria preso.
“Há evidência da ciência das investigações por parte do cabo, pois no dia da buscas e prisão também não se encontrava em sua residência. Importante registrar que ele residia com sua irmã, policial militar lotada na Corregedoria da PM, órgão responsável pelo cumprimento dos mandados em face dos policiais, e teve comunicação com ela no dia de efetivação da operação”, destaca a denúncia.
A investigação realizada pelo MPES também identificou que, no mesmo dia, a irmã realizou quatro ligações para o cabo  - um dos seis denunciados pelo MPES -,  todas atendidas, sendo a primeira delas às 6h39.
O nome da militar não está sendo divulgado porque as investigações contra ela ainda estão em fase inicial.

O OUTRO LADO

A defesa do cabo está a cargo de Sandra Maria Teixeira Nobre Grassi. Ela informou que não houve compartilhamento de informações entre os irmãos. “Não houve vazamento, o que será devidamente provado”, destacou a advogada.
Por nota, a PMES informou, por meio da Corregedoria da Corporação,  que está aguardando acesso oficial às conclusões das investigações conduzidas pelo Ministério Público, a fim de identificar o procedimento administrativo mais adequado ao caso concreto. "E quanto à questão envolvendo a soldado, a PMES informa que será objeto de apuração".

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