Morreu, nessa terça-feira (19), o filhote de lobo-marinho que foi encontrado nas areias da Praia da Costa, em Vila Velha, no último dia 12. O animal teve uma parada cardiorrespiratória. A informação foi dada pelo Instituto Orca, que cuidou dele desde o resgate.
Quando o filhote foi achado, ele pesava 12 kg e estava debilitado, em situação de estresse, além de uma aparente hipotermia. O animal se recusava a voltar para o mar. Na visão dos especialistas, ele não teria condições de sobreviver sozinho. Ao chegar ao instituto, ele também se recusou a comer.
Apesar disso, o estado geral de saúde dele era considerado regular, embora tivesse cicatrizes na lateral do tórax e no olho esquerdo. "Após o resgate, o animal manteve-se ativo, recusando alimentação, respondendo com movimentos ágeis diante as tentativas de aproximação para manejo", informou o Orca.
Ainda de acordo com o instituto, o filhote chegou a apresentar sinais de que estava reagindo bem. O animal movia-se por todo o recinto (seco), banhando-se e hidratando-se voluntariamente já no segundo dia de acomodação ao ambiente.
No entanto, "a partir do terceiro dia passou a ser alimentado de forma forçada, conforme peso e aceitação dele". Já entre o último domingo (17) e a segunda-feira (18), o lobo-marinho passou a "ficar mais quieto".
"Na terça-feira pela manhã, ele se banhou e voltou para a rampa, onde começou a apresentar respiração ofegante, evoluindo rapidamente para hipotermia e letargia, entrando em parada cardiorrespiratória às 10h15. Apesar dos procedimentos de reanimação efetuados o animal veio a óbito"
Após a morte, a necropsia mostrou que o lobo-marinho apresentava lesões ao longo do trato respiratório e em ambos os pulmões.
Na ocasião em que o lobo-marinho foi resgatado, a Secretaria de Meio Ambiente de Vila Velha informou que é comum encontrar animais marinhos nesta época do ano, porque eles fogem do inverno rigoroso e, quando chegam à costa, é porque estão cansados e desorientados.
SERVIÇO
Quem encontrar um animal marinho pode ligar para a Ouvidoria de Vila Velha, no número 162. ou para o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), no número 0800 039 5005.
Com informações do G1 ES