O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro em uma estrada no interior de São Paulo, teve passagem pelo Espírito Santo como delegado da Polícia Civil e magistrado. Segundo o portal UOL, ele atuou como delegado no Estado em 2014 e, no mesmo ano, tomou posse como juiz substituto no Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
Ainda em 2014, Campos se mudou para São Paulo após se tornar juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, em Barretos. Ao longo da carreira no Estado, também atuou na comarca de Tambaú e, mais recentemente, era titular na 2ª Vara da Comarca de Mococa.
Gustavo Campos nasceu em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, em 1981, e formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cuba. Segundo o UOL, ele morava com a família em São João da Boa Vista e se deslocava até Mococa para audiências, algumas delas realizadas também de forma remota. O magistrado atuava principalmente em processos criminais.
O corpo de Gustavo de Castro Campos foi encontrado carbonizado dentro de um carro na estrada da Fazenda Aliança, na zona rural de São João da Boa Vista, na noite de quarta-feira (7), segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Policiais militares e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender a uma ocorrência de veículo em chamas. Pessoas que estavam no local usaram terra para tentar apagar o fogo.
Após a extinção das chamas, o corpo do magistrado foi encontrado no banco do motorista. Equipes da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística estiveram no local, e exames periciais, incluindo o necroscópico, foram requisitados.
Até o momento, ninguém foi preso e não foram divulgadas informações sobre possíveis suspeitos ou a causa da morte. O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista e foi registrado como morte suspeita, encontro de cadáver e localização/apreensão de veículo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo lamentou a morte do magistrado e prestou solidariedade à família. "Os integrantes do Tribunal de Justiça de São Paulo se solidarizam com familiares e amigos neste momento de luto e despedida. O Tribunal registra, com gratidão, sua dedicação e contribuições prestadas ao longo da carreira", afirmou, em nota.
Campos também era membro da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) e coordenador regional da entidade, que lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos do juiz.