Maria Cristina Simões Ferreira e Penha, 22 anos, resgatada pelo Corpo de Bombeiros dentro de um buraco em um terreno no bairro Gilberto Machado, no dia 28 de maio, Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Estado, recebeu alta no último sábado (3), sete dias depois de ter dado entrada em um hospital do município. A jovem passou 36 horas presa dentro da valeta.
A informação foi confirmada à reportagem pelo pai de Maria Cristina, Carlos Onofre. Ele disse que a filha já está em casa e bem.
Ainda internada, dois dias depois do acidente, Maria Cristina, de acordo com o pai em entrevista na ocasião, disse que ela havia retomado planos, já que se formou em Gastronomia em 2022.
"Ela voltou a fazer planos. Psicologicamente está se equilibrando. Ela se formou em chefe de cozinha ano passado e está planejando retomar", disse à época.
Relembre o caso
Maria Cristina saiu de casa na noite do dia 26 de maio, por volta das 21 horas. A família percebeu que ela não tinha levado nem celular, nem dinheiro, e mobilizou a polícia e a comunidade com pedidos de socorro em aplicativos de mensagens e nas redes sociais. Dois dias depois, a manhã do dia 28 de maio, a jovem foi encontrada por um morador, que ouviu pedidos de socorro. Em seguida, os Bombeiros foram acionados.
O buraco onde a jovem Maria Cristina Simões Ferreira e Penha, de 22 anos, foi encontrada caída, fica entre um matagal e uma construção. De acordo com os Bombeiros, a valeta fica perto da casa da jovem e tem cerca de 60 centímetros de diâmetro.
Durante a ocorrência, a equipe dos Bombeiros que realizou o resgate de Maria Cristina, teve que quebrar a parede de uma casa que fica ao lado do barranco. De acordo com a corporação, esse procedimento é padrão em resgates que envolvem estrutura colapsada.
Durante o resgate também preciso utilizar uma escada e realizar uma descida de aproximadamente 10 metros até o buraco onde a jovem estava. Ao todo, a ocorrência durou cerca de 2 horas e foram usadas moto esmeril e marretas.