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Isolamento social faz elevar intoxicações por produtos de limpeza no ES

Cresceram em 14% as notificações de intoxicações em crianças em 2020 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Estado (Ceatox)

Publicado em 20 de Maio de 2020 às 10:16

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 mai 2020 às 10:16
O uso intensificado de produtos de limpeza nas casas durante a quarentena potencializa as intoxicações
O uso intensificado de produtos de limpeza nas casas durante a quarentena potencializa as intoxicações Crédito: Divulgação
A necessidade de aumentar a higienização das mãos e dos ambientes em decorrência da pandemia do novo coronavírus fez com que as pessoas aumentassem a utilização de produtos de limpeza – água sanitária, sabão, detergentes entre outros. A consequente elevação no uso desses produtos potencializa o crescimento de casos de intoxicações dentro das residências no Espírito Santo, especialmente de crianças, que são atraídas pelas cores chamativas e odores que muitos desses produtos têm.
Segundo o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Estado (Ceatox), houve uma elevação considerável nos casos, como explicado pelo médico Nixon Souza Sesse.
"Entre os anos de 2019 e 2020, observamos uma elevação nas notificações neste período. Elas amentaram em 14% para as crianças e 7% nos adultos neste período. Esses acidentes ocorrem geralmente dentro de casa ou nas áreas externas (quintal). Como as crianças não estão indo às escolas e creches, elas permanecem mais tempo nas residências, o que aumenta as possibilidades de intoxicação", salienta.
A utilização de produtos de limpeza na desinfecção de alimentos pode ser perigosa à saúde se feita indevidamente
A utilização de produtos de limpeza na desinfecção de alimentos pode ser perigosa à saúde se feita indevidamente Crédito: Divulgação/Agência Brasília
Outro fator que aumenta os riscos de um acidente do tipo é a facilidade no acesso a esses produtos dentro de casa. De acordo com Sesse, o uso constante desses produtos faz com que eventualmente sejam deixados em áreas acessíveis aos menores. Nesse sentido, a orientação do Ceatox é sempre guardá-los em locais seguros.

ÁGUA SANITÁRIA

Utilizada em larga escala, a água sanitária (hipoclorito de sódio) lidera a lista de casos de intoxicação. O produto é um dos mais usados nas residências na limpeza dos espaços e também na esterilização de alimentos.
"A água sanitária é campeã nesse sentido, pois é muito utilizada, mas nessa pandemia apareceu o álcool em gel. Não tínhamos esse tipo de intoxicação no ano passado. Atualmente já somamos seis casos. Ela  acontece principalmente na forma de ingestão do produto. Em relação à água sanitária, deve-se ter cuidado no manuseio da mesma, pois ela libera um gás que pode ser inalado e contaminar a pessoa. Além disso, ela não deve ser misturada com outros produtos, pois tem rápida reação e pode até mesmo resultar em explosões", salientou o especialista.

6 casos

O ES contabiliza em 2020 seis intoxicações por álcool em gel
Por fim, o médico orienta que os desinfetantes sejam utilizados apenas na desinfecção de ambientes e adote cuidado ao usar a água sanitária na esterilização de embalagens. Nesses casos, é preciso respeitar a proporção de 25ml do produto para um litro de água. Colocar os alimentos diretamente na solução é nocivo à saúde.

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