Publicado em 10 de agosto de 2023 às 08:42
Enquanto uma é agitada, preocupada com os acontecimentos do dia a dia e segue uma rotina de horários regrados; a outra é calma, gosta de tirar uma soneca sempre que possível e sempre tem alguma piada pronta na manga. Apesar dessas diferenças, as irmãs Filomena e Emília Ziviane também têm muitas coisas em comum. As duas são gêmeas idênticas e, mesmo aos 90 anos completados nesta quarta-feira (9), ainda gostam de brincar de boneca! >
Nascidas e criadas no Córrego Bamburral, no interior de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, as irmãs moram na mesma comunidade até hoje. Filomena, que foi a primeira a nascer, é conhecida por todos como Flor. É mãe de oito filhos, ela já tem 14 netos e 20 bisnetos. Já Emília é mãe de 12 filhos, 32 netos e 24 bisnetos. >
Atualmente, elas moram a poucos metros de distância e é a Flor quem vai visitar todos os dias Emília, que sofre com dificuldade de locomoção. Por isso, Emília fica sentada na poltrona de frente para a janela, onde consegue ver o movimento da estrada e a irmã chegando. "Quando eu não vou, sinto falta. Ela também sente", disse Flor.>
Apesar dos 90 anos, elas ainda gostam de brincar. Cada uma das irmãs têm uma boneca em sua casa. O brinquedo chegou até elas por meio da cuidadora Cássia Aparecida da Rocha, 51 anos, que cuida de Emília.>
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"Eu dei uma boneca para a Emília e aí a Flor também gostou. Não tem jeito, tudo que a gente dá para uma, a gente precisa dar para a outra e, de preferência, na mesma cor. Aí eu dei uma boneca para a irmã também", disse a cuidadora.>
A boneca de Emília recebeu o nome de João e fica na cama dela. Já a boneca de Flor ainda não tem nome. Mas as duas são apaixonadas por elas da mesma forma. "Eu não coloquei nome, não", disse Flor.>
Em meio à tranquilidade da comunidade onde moram, Emília e Flor chamam atenção pelo amor que sentem uma pela outra. Um exemplo para a família e para as pessoas da região. "Sempre fomos muito unidas. A gente fazia tudo junto, ia em festa, supermercado, qualquer lugar. Nunca nos desentendemos", disse Flor.>
A cuidadora disse ainda que o cuidado que uma tem pela outra é um dos motivos que as deixam mais fortes para as atividades do dia a dia. "Emília, quando fica sabendo que Flor passou mal, quer logo saber o que aconteceu e eu preciso ir lá verificar. Se uma fala que tá com dor de barriga, e outra também começa a sentir no dia seguinte", disse.>
Cássia contou ainda que as duas não escutam muito bem, mas quando estão uma perto da outra sempre estão cochichando. "E sabem o que a outra está falando. A gente fala alto, elas não escutam direito, mas entre elas se entendem bem", disse.>
Ainda conforme a cuidadora, o fato de as irmãs morarem em um lugar tranquilo e terem o apoio da família são fundamentais para a longevidade de Flor e Emília. "Aqui é só natureza, tem uma rotina tranquila e todo mundo se conhece. Os filhos moram perto também e isso ajuda bastante. Além disso, elas nunca beberam e nunca fumaram", disse.>
A cuidadora destaca ainda que as duas têm uma alimentação bem saudável. "Elas tiveram uma vida consumindo o que se planta. No passado, havia uma certa escassez de alimentos. Hoje, elas são super exigentes e não comem qualquer coisa. Uma gordurinha não pode, nada disso", disse.>
A cuidadora revelou ainda que as duas têm outra coisa em comum: adoram mingau de tapioca e não usam óculos de grau. "As duas tomam mingau a noite e, se deixar, é toda noite. Elas também enxergam muito bem, não usam óculos apesar da idade", disse.>
*Com informações do g1ES>
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