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Inclusão

ES terá 1ª brigada dos Bombeiros no Brasil formada por pessoas com Down

Aula inaugural aconteceu nesta sexta-feira (10), quando alunos iniciaram uma formação com carga horária de 20h para atuarem como brigadistas eventuais

Publicado em 10 de Setembro de 2021 às 19:02

Isabella Arruda

Publicado em 

10 set 2021 às 19:02
Primeira Brigada do Brasil
Primeira brigada formada por pessoas com síndrome de Down do Brasil em aula inaugural no   Crédito: Carlos Alberto Silva
Pessoas com síndrome de Down no Espírito Santo serão contempladas por uma iniciativa pioneira no Brasil: elas serão capacitadas como brigadistas eventuais pelo Corpo de Bombeiros, por meio de uma parceria com a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Síndrome de Down do Espírito Santo, a Vitória Down. A aula inaugural aconteceu nesta sexta-feira (10), quando alunos iniciaram uma formação com carga horária de 20h para integrarem a Brigada 21, atuando como brigadistas eventuais no combate a incêndios.
Segundo a corporação, a aula inaugural foi marcada por uma visita dos alunos às instalações do Quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros e à sede do 1º Batalhão, ambos na Enseada do Suá, em Vitória. Os futuros brigadistas eventuais conheceram as viaturas e os equipamentos usados pelos bombeiros.
A tenente Andresa, do Corpo de Bombeiros, explica que a iniciativa permite que essas pessoas tenham conhecimento para prevenir e combater incêndios.
"Eles serão certificados como brigadistas eventuais, ou seja, poderão acrescentar ao currículo deles este conhecimento. Para nós, além da questão da inclusão no nosso meio, a ação é importante para repassar técnicas de prevenção, permitindo que eles saibam o que fazer diante de algumas situações. Então terão certificados oficiais. O que mudaremos, no caso desses alunos, é a forma de ensinar, mas os conhecimentos serão os mesmos. Em casos de emergência, vão saber atuar dando um primeiro atendimento. Como brigadistas eventuais, eles aprendem noções de combate e prevenção a incêndios. Se houver incêndio, eles poderão atuar para minimizar os danos", explicou.
Para a coordenadora de oficinas da Vitória Down, Daniela Rosa, a iniciativa tem papel ainda mais fundamental durante o período de pandemia, já que esses alunos ficaram reclusos durante todo o tempo.
"A proposta é trazer todos os tipos de pessoas para conviver e nada melhor que essa turma com a síndrome. Os alunos ficaram 100% do tempo em casa durante esse momento (pandemia) porque têm problemas de imunidade e, alguns, até problemas cardíacos, fazendo parte do grupo com comorbidades. Será a primeira vez que farão uma atividade externa", disse.
Segundo Rosa, o Projeto Brigada 21 foi idealizado por um dos embaixadores da Associação Vitória Down, Marcel Carone, que também foi o responsável por unir as duas Instituições. O Corpo de Bombeiros adotou a ideia para a implantação do projeto-piloto. “É o primeiro do Brasil em que pessoas com a síndrome se tornarão brigadistas eventuais. E a aula inaugural de hoje (10) foi para que os alunos começassem a se ambientar. Eles foram recebidos pelo comandante-geral, junto às famílias, e apresentados aos instrutores, conheceram as viaturas, os instrumentos. Ao final, receberam uniformes de brigadistas que usarão durante a capacitação", acrescentou.
Ela explicou que embaixadores são pessoas que nos representam e divulgam as ações da instituição. "São um braço importante do nosso trabalho, na busca por expansão e parcerias".
"A primeira turma foi para os usuários da Vitória Down. Tivemos 13 jovens e adultos interessados, entre meninos e meninas. É um projeto-piloto e a intenção é que tenha outras turmas no ano que vem, abrindo até para a comunidade que queira se associar à instituição para participar. A ideia está incluída em um projeto maior que temos de apoio à vida adulta das pessoas com T21 (síndrome de Down)"
Daniela Rosa - Coordenadora de oficinas da Vitória Down
Para possibilitar a capacitação dos alunos com Down, nesta quinta-feira (9), houve  a formação de todos os instrutores que participarão do projeto. "Nós apresentamos aos Bombeiros a Vitória Down e as principais características das pessoas com a síndrome para ajudar na troca e na própria formação. Houve, ao longo do processo, a necessidade de adaptação de material, já que alguns jovens são verbais e outros não, alguns não são 100% aptos à leitura. Por isso, muitos materiais estão sendo adaptados, trazendo figuras, linguagem visual para auxiliar", finalizou a coordenadora.
ES terá primeira brigada dos Bombeiros no Brasil formada por pessoas com Down

Por que o nome Brigada 21?

O grupo de brigadistas eventuais formado por pessoas com Down é Brigada 21  em referência à síndrome, definida como uma "Trissomia do Cromossomo do par 21", ou seja, que leva o indivíduo a ter 47 cromossomos ao invés de 46, como a maior parte da população. É o que explica o biólogo geneticista e professor universitário Rodrigo Pratte. "Passam a existir 23 pares mais um cromossomo, totalizando 47", disse.  

Correção

13/09/2021 - 5:19
A primeira versão desta matéria informava, erroneamente, que o indivíduo com síndrome de Down era aquele com 47 pares de cromossomos. Entretanto, a informação correta é a de 47 cromossomos. O texto foi corrigido.

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