A dona de casa Erica Ludmila Silva de Jesus, de 31 anos, morta atropelada por um ônibus do Sistema Transcol na tarde de domingo (24) em Tabuazeiro, Vitória, deixou quatro filhas. Marido dela, o autônomo Renato Barbosa conversou com a reportagem de A Gazeta e falou sobre o momento de dor que ele e a família estão passando.
"Ela saiu de casa para ir até o caixa eletrônico pegar dinheiro para comprar comida para as crianças. Foi ficando tarde, ela não chegava, foi quando fiquei sabendo que essa tragédia tinha acontecido", relatou Renato.
Erica deixou filhas de 16, 8, 5 e 4 anos. Ela morava com a família em São Cristóvão, bairro vizinho a Tabuazeiro, onde o acidente aconteceu. Na ocasião, a Polícia Militar informou que "a vítima era uma mulher, aparentemente em situação de rua.
O homem, que conduzia um micro-ônibus, contou que fazia uma curva quando atingiu a mulher, que estava atravessando a rua. Ao perceber os ânimos exaltados dos populares, o motorista deixou o local e seguiu para a delegacia. Ele fez o teste do bafômetro, que deu negativo para o consumo de álcool".
O autônomo negou a informação de que a vítima estaria em situação de rua. "Ela era dona de casa, cuidava das crianças, tinha família. Um colega meu mostrou que o motorista pegou ela em cima da faixa, ele deve ter vindo em alta velocidade, porque ela foi arrastada para longe. Ele deu a versão dele, foi até a delegacia mas isso não pode ficar impune", desabafou.
A reportagem de A Gazeta questionou a Polícia Civil, perguntando se o caso seria investigado. Em nota, a corporação respondeu que "o motorista do ônibus se apresentou à Delegacia Regional de Vitória, onde foi ouvido e liberado conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro, uma vez que ele prestou socorro à vítima e não havia indícios de cometimento de crime que justificasse prisão em flagrante".