Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Pandemia

Covid-19: O que muda na rotina agora que a doença está estável no ES?

O médico Henrique Bonaldi alerta que ainda há riscos de contaminação e explicou que são necessários mais cuidados para tentar diminuir o número de casos e mortes

Publicado em 28 de Julho de 2020 às 10:42

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 jul 2020 às 10:42
Comércio na Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande
Para médico, não é momento de comemorar e sim de pensar em como voltar à rotina com segurança Crédito: Fernando Madeira
A curva do novo coronavírus no Espírito Santo parou de subir nas últimas semanas, alcançando uma estabilidade. Mas a notícia não é motivo para comemorar, de acordo com o médico cardiologista Henrique Bonaldi. Em entrevista para César Fernandes, da TV Gazeta,  o profissional da saúde afirmou que ainda há riscos de contaminação e explicou que são necessários novos cuidados para tentar diminuir o número de casos e mortes. 
Durante a entrevista, realizada por live no Instagram, no último domingo (27), Bonaldi explicou que a curva está em um momento de transformação de ascendente para descendente. 
O médico lembrou que mais de duas mil pessoas já morreram no Estado por causa da Covid-19. Para evitar mais óbitos, é preciso  intensificar as medidas de segurança como isolamento, uso de máscara e higiene. 
"Não é hora de bobear. Essa doença matou duas mil pessoas quando a curva subiu e agora vai matar outras duas mil para descer. Só tem um jeito da gente não permitir isso: diluindo a doença de novo. Não é que dessa forma a gente vai acabar com a curva antes, mas se Deus quiser quando a vacina chegar, a gente faz a pausa nessa curva e não mata tanta gente", explicou. 

OS RISCOS DA CURVA DESCER COM INSTABILIDADES

Em meio há tantos casos que ainda estão previstos para acontecer, Bonaldi diz que não é o momento de comemorar ou socializar com os amigos. Ele afirma que, na verdade, é hora de pensar em como agir nos próximos meses para voltar à rotina sem disseminar a doença.
"Existe a possibilidade da curva,  já estabilizada, subir. Descer não é algo certo. Claro que a chance dela descer é maior do que subir mais do que a primeira curva. Porque é o que está acontecendo em outras cidade. Mas ela não desce direto, ela pode descer fazendo caminhos que sempre vão atrapalhar a gente - e que podem, inclusive, matar mais de duas mil na pessoas. Então essa viagem de que 'ah, está tudo bem', não, não está. Mas a gente já pode se permitir pelo menos a ir ao calçadão, só precisamos discutir como fazer isso com segurança", explicou.  

SEM ISOLAMENTO, NÚMERO DE MORTES SERIA MAIOR

O médico completou que se antes havia o clamor para que as pessoas ficassem em casa, agora o pedido é para que as pessoas tomem os cuidados necessários ao se exporem na rua, como usar a máscara corretamente.
"A união e noção de empatia devem que continuar. Os responsáveis por não termos mais que duas mil mortes no Estado somos nós que fizemos um esforço brutal e sobre-humano para conseguir ficar em casa. Não foi o vírus que ficou mais fraco aqui, a temperatura ou a cloroquina. Então cada um que fez parte dessa história pode bater no peito e dizer: 'fui eu'. Porque você cooperou muito. Se antes gritávamos para ficar em casa, agora gritamos que ainda é preciso cuidar do outro"
Henrique Bonaldi - Médico Cardiologista

ARREPENDIMENTOS 

Emocionado, o cardiologista contou que nos últimos quatro meses precisou noticiar várias vezes para um familiar a morte de um ente querido pela Covid-19. Ele conta que nesse momento difícil é comum que o parente sinta-se culpado por ter saído de casa sem necessidade, expondo-se ao vírus.
"Todas as vezes dói demais ter que falar para a família, e não teve uma vez que não fiquei emocionado poque você tem que falar para aquele indivíduo que ele nunca mais vai ver o familiar, nem no caixão. Grande parte das vezes vejo o ente querido colocar a mão na cabeça e se perguntar: 'por que  fui em tal lugar?'. Isso dói. O ambiente fica cinza, baixo astral. É uma culpa que o cara carrega", lembra. 
"O que eu posso dizer é: não desiste agora, falta pouco, o pior já passou. E passou porque você lutou contra a doença. Não é hora de desanimar, se encha de fé e força, não ignore. É muito ruim perder um ente querido para a Covid-19"
Henrique Bonaldi - Médico cardiologista

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Máscaras de Ricardo Ferraço e Renato Casagrande
Aliados de Ricardo e Casagrande querem o PSD, só não sabem o que fazer com Hartung
Convenção do PSB confirma candidatura de Casagrande ao Senado
PSB oficializa em convenção candidatura de Casagrande ao Senado
Imagem de destaque
'Tivemos que fazer rifa para pagar o tratamento da minha filha': como sistema de saúde do Paraguai leva pacientes a se endividarem

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados