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Pandemia

Covid-19: mulheres são mais infectadas, mas homens morrem mais no ES

Países como China, Irã, Coreia do Sul também registraram mais vítimas da Covid-19 do gênero masculino

Publicado em 03 de Junho de 2020 às 09:08

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 jun 2020 às 09:08
No bairro Glória, em Vila Velha, é possível ver pessoas atendendo a determinação do governo de usar máscara de proteção contra o coronavírus
Homens e mulheres precisam tomar os cuidados necessários para evitar a Covid-19 Crédito: Carlos Alberto Silva
Espírito Santo chegou ao número de 664 mortos contaminados pelo novo coronavírus nesta terça-feira (02). Desse total, 56% são homens segundo os dados do Painel Covid-19, mas eles não são a maioria dos infectados. O grupo do gênero feminino é o que conta com o maior número de pessoas que testaram positivo para a contaminação do vírus, sendo 8.058, contra 7.090 do sexo masculino.
O motivo que interliga essas duas situações é o mesmo: a preocupação com a saúde, segundo informou o infectologista Luís Henrique Borges, da Rede Meridional de hospitais. Muito se deve ao fato da mulher se preocupar mais com a saúde, por isso ela faz mais testes para o novo coronavírus, consequentemente haverá mais registros da doença nelas.
"Da mesma forma, são elas que cuidam mais da alimentação, da atividade física, então, adoecem menos. Já os homens, possuem um estilo de vida mais propício ao agravamento, pois, por exemplo, bebem mais, são a maioria dos fumantes, descompensados nos cuidados,  aderem menos a tratamento de diabetes", explicou o médico com base em estudos científicos. 
Países como China, Irã, Coreia do Sul também registraram mais vítimas da Covid-19 do gênero masculino.  Já na  Espanha, o número de homens que perderam a vida é duas vezes maior que o de mulheres mortas devido a complicações pelo coronavírus.
O médico Luís Henrique disse que também há pesquisas que apontam diferenças entre os organismos que contribuem ou prejudicam a saúde, indo além do comportamento social. "Uma dessas hipóteses é de que o cromossomo X tenha uma relação direta com a imunidade do corpo, por isso mulheres que possuem formação cromossômica XX possuem uma resposta melhor a infecção, do que homens", apontou o infectologista.
Outro estudo entre pesquisadores é de que o hormônio estrogênio, característico do biotipo feminino, colaboraria para que as mulheres fossem mais resistentes. "Ele teria um papel protetor do organismo para o adoecimento mais grave. Enquanto a testosterona, hormônio masculino, exerceria um papel imunossupressor, reduzindo as reações imunológicas, aponta Luís Henrique. 
Desse modo, características biológicas colaboram com fatos ambientais, como estilo de vida, para que as vítimas da Covid-19 sejam majoritariamente do gênero masculino.  "E outra questão que se soma aqui é o fato das mulheres aderirem mais às medidas de higiene, conforme estudos comportamentais. Desse modo, o corpo masculino torna-se mais favorável a hospedeiro", concluiu o médico. 

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