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Covid-19, dengue e chikungunya: ES enfrenta três batalhas ao mesmo tempo

Covid-19, dengue e chikungunya: ES enfrenta três batalhas ao mesmo tempo

A explosão de casos das doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti se soma ao crescimento contínuo de infeção pelo novo coronavírus

Publicado em 22 de abril de 2020 às 06:00

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Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, febre chikungunya e Zika
Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, febre chikungunya e Zika . (Agência Brasil)

O Espírito Santo está enfrentando hoje pelo menos três grandes batalhas na área da saúde: a dengue, a chikungunya e a Covid-19. As duas primeiras doenças, provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, registraram uma explosão de casos em 2020, enquanto a última chegou ao Estado neste ano com a circulação do novo coronavírus, exigindo mudanças nas políticas de assistência, mais investimentos em pessoal e equipamentos. 

No 15º boletim epidemiológico da dengue - do final de dezembro até 11 de abril de 2020 - havia 27.570 casos suspeitos no Espírito Santo, com taxa de 686,05 por 100 mil habitantes. Os municípios com maior incidência estão na Região Norte, mas Vitória aparece em quarto lugar no ranking. Nessas 15 semanas, houve seis mortes. No mesmo período avaliado em 2019, foram 20.885 registros da doença, e taxa de 525,75. No ano passado, porém, morreram duas pessoas a mais, totalizando oito óbitos. 

Enquanto a dengue registrou um  crescimento de 32% de um ano para o outro, o aumento de casos de chikungunya foi ainda mais significativo. No 15º boletim de 2019 constavam 489 notificações da doença e, em 2020, saltou para 8.138 registros e uma morte. Mais de 1.500% de acréscimo. 

A Covid-19 chega de maneira mais avassaladora. O número de confirmações é  menor que dengue e chikungunya, mas a taxa de letalidade tem se mostrado alta. Em pouco mais de um mês desde que foi confirmado o primeiro caso no Espírito Santo, no dia 5 de março, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) contabilizou 952 casos e 28 mortes até a tarde desta sexta-feira (17). 

FOCOS

O subsecretário de Vigilância em Saúde da Sesa, Luiz Carlos Reblin, considera os números de dengue e chikungunya preocupantes, e ressalta que 80% dos focos do mosquito transmissor das duas doenças e também da zika, hoje com incidência menor, estão nas residências.

"A população poderia aproveitar este momento de isolamento social e observar se os espaços onde vive não há focos do mosquito,  e limpar", recomenda. 

Alguns dos sintomas são semelhantes à Covid-19, como febre e dor no corpo. No caso de temperatura elevada, Reblin orienta às pessoas a se hidratar bastante e buscar a unidade de saúde mais próxima de casa para avaliação. O subsecretário diz que, devido à pandemia do novo coronavírus, as unidades suspenderam os agendamentos de consultas eletivas e, por isso, o acesso a um profissional pode ocorrer de maneira mais rápida. 

Questionado se o aumento da demanda por causa da dengue e chikungunya poderia interferir no atendimento a pacientes com a Covid-19, Reblin acredita que não haverá impactos porque a assistência das doenças provocadas pelo mosquito se concentram nos municípios e nem todos os doentes precisam de leitos hospitalares. 

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De toda maneira, o subsecretário ressalta que ninguém deve negligenciar os cuidados para evitar a proliferação do mosquito transmissor, tampouco as medidas para conter o avanço do coronavírus no Estado - sobretudo o distanciamento social. O sistema de saúde, embora hoje tenha condições de fazer os atendimentos necessários, tem limite de capacidade. 

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