O novo Plano de Reestruturação dos Correios, anunciado em 2025 e retomado em agosto deste ano, já está sendo implantado no Espírito Santo. Duas agências estão entre as unidades afetadas pelo plano: a de Itaipava, em Itapemirim, no Sul do Estado, que encerrou as atividades em 31 de agosto, e a da Glória, em Vila Velha, que permanecerá aberta ao público até 30 de setembro.
Segundo os Correios, após o fechamento da unidade de Itaipava, o atendimento na região ficou a cargo dos pontos localizados no Centro e no distrito de Rio Muqui, em Itapemirim, além de Piúma. Já os moradores da Glória podem procurar outras unidades, como as agências do Centro Vila Velha, Shopping Praia da Costa e Ibes.
No Espírito Santo, há 343 pontos de atendimento dos Correios, entre agências próprias, franqueadas, comunitárias e pontos de coleta. Conforme a estatal, os fechamentos foram definidos com base em critérios técnicos e operacionais previstos no Plano de Reestruturação.
“A reorganização da rede de agências e unidades de distribuição em todo o país contempla a adoção de novos formatos de atendimento — como pontos de coleta e lockers — para garantir a universalização do serviço postal e o acesso da população aos serviços dos Correios”, detalhou, em nota, a empresa.
Os funcionários das unidades afetadas estão sendo realocados para outros pontos operacionais, segundo os Correios. A empresa ressaltou que a adesão ao Plano de Desligamento Voluntário (PDV) é opcional para os empregados eventualmente abrangidos pelas medidas. Questionada sobre o fechamento de outras agências no Espírito Santo, a estatal informou que novas informações serão divulgadas oportunamente.
O plano de reestruturação faz parte de uma tentativa dos Correios de recuperar a situação financeira da empresa. Segundo o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, em entrevista à Agência Brasil, os Correios enfrentam uma crise financeira desde 2016, relacionada, entre outros fatores, às mudanças no mercado postal provocadas pela digitalização das comunicações.
Entre as medidas previstas estão o fechamento de mil agências consideradas deficitárias em todo o país e a venda de imóveis da estatal, operação que pode render R$ 1,5 bilhão.