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Pandemia

Coronavírus: médica capixaba relata experiência nos EUA

Formada no Espírito Santo, Luciléia Teixeira hoje mora e atua contra a Covid-19 na cidade de Cleveland, no Estado de Ohio

Publicado em 27 de Maio de 2020 às 10:27

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 mai 2020 às 10:27
A médica capixaba Lucileia Teixeira trabalha em um hospital na cidade de Cleveland, nos Estados Unidos
A médica capixaba Luciléia Teixeira trabalha em um hospital na cidade de Cleveland, nos Estados Unidos Crédito: Reprodução / TV Gazeta
Uma médica capixaba está na linha de frente do combate ao coronavírus nos Estados Unidos. Natural de Vila Velha, Luciléia Teixeira vive na cidade de Cleveland, no Estado de Ohio, e trabalha em um hospital que está tratando pessoas com a doença. Casada com um americano, ela teve toda a sua formação na rede pública do Espírito Santo, desde o início da vida escolar até a faculdade.
Luciléia conta que sempre estudou em escola pública, desde as séries iniciais até a Ufes, onde se formou em Medicina e, depois de uma residência em São Paulo, voltou para fazer o mestrado.
“Eu sou produto da escola pública do Estado do Espírito Santo desde o pré-primário. Eu estudava em um grupo escolar em Vila Velha, chamado Joaquim Freitas, da quinta a oitava série, eu fiz no Polivalente, da Glória, e o segundo grau fiz no Godofredo Schneider. Depois, entrei na UFES, fiz residência na Universidade de São Paulo, voltei para Vitória e fiz meu mestrado na UFES de novo, casei com um americano e vim para cá e fiz tudo de novo”, contou.
Lá, ela trabalha na Cleveland Clinic, uma rede de hospitais que precisou se preparar para o enfrentamento à Covid-19. Segundo Luciléia, além da expansão das UTIs, uma medida que ajudou a combater à doença na cidade foram as regras rígidas de isolamento tomadas pelos governantes.
“Eles previam que precisaríamos de 2.500 leitos de UTI quando alcançássemos o nosso pico aqui. E o nosso hospital só tem 500 leitos de UTI, porque não precisa de mais do que isso. E essa preparação para expandir não é fácil, porque leito de UTI é uma coisa complexa, por conta de profissional e de equipamento que você precisa, foram-se estudando várias estratégias. E aqui em Ohio, o governador, de acordo com os modelos epidemiológicos, começou a quarentena muito cedo, desde o dia 11 de março mais ou menos, não tem escola, a maioria do comércio foi fechado”, disse.
Lucileía também contou sobre como é enfrentar uma doença tão nova mas, ao mesmo tempo, impactante.
“Essa doença é como se a gente estivesse voando e construindo um avião ao mesmo tempo. Porque quando a gente começou a ouvir e aprender sobre, a gente não sabia como diagnosticava, qual era a forma clínica que apresentava, a percentagem de pacientes que se recuperariam sozinhos, a percentagem de que precisariam de hospitalização em UTI, a taxa de mortalidade dessa doença. Então, com o passar do tempo da epidemia, que a gente foi aprendendo, as coisas foram sendo desenvolvidas”, explicou.
De acordo com os dados atualizados nesta quarta-feira (27), os Estados Unidos registraram o maior número de casos do novo coronavírus no mundo. São 1.716.612 confirmações da doença, com 100.161 mortes.

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