Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Investigação

Coren abre processo ético contra enfermeira que debochou da Coronavac

O Conselho Regional de Enfermagem do ES promoveu reunião ordinária e, na ocasião, "foram admitidas as denúncias oferecidas à autarquia em face da enfermeira"

Publicado em 18 de Maio de 2021 às 19:56

Isaac Ribeiro

Publicado em 

18 mai 2021 às 19:56
Enfermeira do ES debocha de vacina em vídeo
Enfermeira do ES debocha de vacina em vídeo Crédito: Reprodução/Instagram
O Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) abriu processo ético para apurar a conduta da enfermeira Nathanna Ceschim. A Comissão de Instrução deve concluir o trabalho em 120 dias que devem ser contados a partir do recebimento dos autos. O prazo pode ser prorrogado pelo mesmo período.
Em janeiro deste ano, Nathanna publicou nas suas redes sociais vídeos em que aparecia sem máscara no local de trabalho e também debochando da Coronavac, vacina contra a Covid-19. À época, ela foi demitida do hospital onde trabalhava.
Coren abre processo ético contra enfermeira que debochou da Coronavac
Por nota, o Coren-ES informou que no dia 29 de março, os conselheiros promoveram a Reunião Ordinária de Plenário nº 433. Na ocasião, "foram admitidas as denúncias oferecidas à autarquia, em face do caso da enfermeira Nathanna Ceschim. Após a deliberação em plenário, inicia-se o processo ético, sob a fase de instrução, que segue os ritos do Código de Processo Ético-Disciplinar. Nessa fase, o período estabelecido obedece ao Artº 69 do Código", diz um trecho do texto.
De acordo com o artigo citado, a Comissão de Instrução concluirá seus trabalhos no prazo de 120 dias, contados do recebimento dos autos. O prazo pode ser prorrogado por mais 120 dias pelo presidente do Conselho, mediante solicitação justificada do presidente da comissão. O Coren-ES destacou que os processos correrão sob sigilo e a profissional terá amplo direito à defesa.
Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Vitória, informou que o "procedimento está tramitando e em fase de conclusão. O caso segue sob sigilo e, por essa razão, não é possível fornecer mais informações no momento", finaliza a nota enviada pelo órgão ministerial.
A reportagem entrou em contato com a enfermeira na noite desta terça-feira (18), mas ela preferiu não comentar sobre o caso.
Enfermeira/Instagram
Enfermeira é alvo de investigação de hospital após publicar vídeo em que aparece sem máscara no trabalho Crédito: Reprodução/Instagram

RELEMBRE O CASO

Os vídeos polêmicos que envolveram Nathanna foram publicados nas redes sociais pessoais da enfermeira no dia 22 de janeiro deste ano. Neles, ela falava que só tomou a vacina para poder viajar e zombou da taxa de eficácia da vacina – que é considerada eficaz e segura, segundo parâmetros da Organização da Saúde (OMS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Nathanna atuava no Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitória. A publicação mostrava ela de touca cirúrgica, em frente a um computador da unidade. O hospital não informou em que área a gravação foi feita. No vídeo, ela brincava com um colega, que aparecia na porta da sala com touca, luvas e máscara.
Horas antes, a mesma enfermeira havia publicado um vídeo em que desdenhava da aplicação da vacina Coronavac. Um comprovante exibido na rede social mostrava que a imunização dela contra a Covid-19 tinha sido feita no dia 19 de janeiro.
"Tomei por conta que quero viajar, não para me sentir mais segura. Porque uma vacina que dá 50% de segurança, para mim não é vacina. Eu tomei foi água", disse. Em seguida, ela mostra o comprovante do recebimento da primeira dose, com a data de 19 de janeiro, e veicula uma teoria da conspiração sobre a origem do novo coronavírus.
No dia 25 de janeiro, ela confirmou que havia sido demitida da Santa Casa. Por meio de um áudio enviado por um aplicativo de mensagens à reportagem, ela disse que havia expressado a opinião como cidadã e que não teria feito campanha contra a vacinação.
"Os meus vídeos foram apenas exercendo o meu direito de liberdade de expressão. Eu acho a vacina importante, mas não acho que seja a salvação do problema. Eu não fiz campanha contra a vacina, não falei para as pessoas não se vacinarem, eu não fiz nada disso. Foi um ponto de vista meu", defendeu, à época.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Bilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra no Irã, diz presidente de empresa de fertilizantes
Imagem de destaque
Por que Amsterdã proibiu qualquer propaganda de carne nas ruas
Imagem de destaque
O que pesquisador descobriu pedalando como entregador de apps por 6 meses: 'É terra de ninguém, risco de vida o tempo todo'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados