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Companheira carismática

Conheça Briosa, a cachorra que faz ‘rondas’ no Parque Casa do Governador

Cadela vive no espaço desde 2021, acompanha vigilantes durante o trabalho e conquistou funcionários e visitantes

Publicado em 12 de Agosto de 2026 às 19:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 ago 2026 às 19:55

Caminhar pelas trilhas, acompanhar os vigilantes durante as rondas e recepcionar quem chega ao Parque Casa do Governador, em Vila Velha, fazem parte da rotina de Briosa. A cadela caramelo vive no local desde 2021, antes mesmo de a antiga residência oficial ser transformada em parque, e se tornou uma figura conhecida entre funcionários e visitantes.


A ilustre moradora tem um quarto climatizado, com cama, bichos de pelúcia e até um quadro com o rosto dela. Apesar do conforto, é acompanhando policiais militares e vigilantes patrimoniais que Briosa mais gosta de passar o tempo.

A vigilante do parque
Briosa e o vigilante Jhonatan Batista Barboza
Briosa e o vigilante Jhonatan Batista Barboza Oliveira Alves

Um dos principais companheiros de caminhada de Briosa é o vigilante Jhonatan Batista Barboza, que trabalha no parque há dois anos. Quando ele começou a atuar no local, a cadela já vivia por lá. "Quando eu cheguei, ela já estava aqui. Foi acostumando com a gente. A gente passeia, anda e faz ronda. Ela vai junto com a gente. Foi assim que aconteceu", contou Jhonatan.


Segundo o vigilante, Briosa acompanha o trabalho da equipe por toda a área. “Ela faz ronda junto com a gente, roda tudo aí”, disse.


A cadela também percorre as trilhas do parque. Entre os funcionários, há até a história de que ela costuma pescar na praia — relato tratado como uma espécie de lenda do local.

Uma das primeiras moradoras
Briosa tem quarto climatizado com cama e bichos de pelúcia
Briosa tem quarto climatizado com cama e bichos de pelúcia Oliveira Alves
Briosa chegou ao espaço em 2021, após ser encontrada nas proximidades do Palácio Anchieta, em Vitória. Segundo o coordenador administrativo do Parque Cultural Casa do Governador, Frederico Mascarenhas, a equipe da gestão da época levou a cadela para a residência oficial, onde ela foi acolhida pelos funcionários e ex-governadores.

Frederico também foi recebido por Briosa quando começou a trabalhar no local. “Foi o primeiro ser a me receber aqui no parque e, desde então, é uma grande companheira de todos nós”, afirmou.
Um romance com Black
Cadela Briosa e o cão Black
Cadela Briosa e o cão Black Oliveira Alves

Briosa também formou uma família no parque. Ela teve filhotes com Black, outro cachorro que vivia na residência oficial. Todos foram adotados e, posteriormente, a cadela foi castrada. “Ela teve um relacionamento com o Black, que é outro cachorro aqui da residência oficial. Ela teve alguns filhotes com ele e todos foram adotados. Depois, ela foi castrada”, contou Frederico.


Com o envelhecimento de Black e as mudanças de comportamento do cão, os dois passaram a permanecer separados.

De onde veio o nome Briosa

O nome Briosa significa corajosa e cheia de brilho. A escolha também faz referência à forma como a Polícia Militar é chamada em alguns estados. Segundo a equipe do parque, a relação com os policiais e vigilantes ajudou a inspirar o nome dado à cadela quando ela foi acolhida.


Para Frederico, a presença de Briosa ajuda a tornar o ambiente mais leve. “É muito bom ser recebido todos os dias por ela ali na porta. Isso torna o nosso dia diferente e especial”, destacou.


O Parque Casa do Governador permite a entrada de animais de estimação, desde que estejam com coleira, e também já recebeu eventos de adoção. “Faz parte do DNA do parque tratar também dos animais, do meio ambiente e da sustentabilidade, além da arte, claro”, explicou o coordenador.


Para Jhonatan, a convivência com Briosa resume a relação construída ao longo das rondas: “Melhor companhia, né? A verdadeira melhor amiga do homem”, afirmou.


*Com informações de Alice Sousa, da TV Gazeta

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