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Entenda a importância

Campanha contra a pólio: 255 mil crianças no ES podem receber vacina

Mais de 700 salas, em todo o Estado, estarão disponíveis para a aplicação do imunizante em crianças menores de 5 anos, durante a campanha, que começa segunda-feira (27)

Publicado em 24 de Maio de 2024 às 12:33

Felipe Sena

Publicado em 

24 mai 2024 às 12:33
Criança recebendo a dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP) contra a poliomielite
Criança recebendo a dose da vacina contra a poliomielite Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A campanha de vacinação contra a poliomielite terá início na próxima segunda-feira (27) e irá até o dia 14 de junho. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), no Espírito Santo, o público-alvo são 255.075 crianças menores de 5 anos. Mais de 700 salas estarão disponíveis para a aplicação do imunizante em todos os 78 municípios capixabas.
A poliomielite está erradicada desde 1989 no Brasil, que ganhou, em 1994, a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem. Em 2023, no entanto, o país recebeu a classificação de alto risco para a reintrodução do poliovírus selvagem pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC), devido à queda na cobertura vacinal e dos indicadores de vigilância epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas (PFA).
A meta de cobertura vacinal fixada pelo Ministério da Saúde é de 95%. Em 2021 e 2022, a cobertura não alcançou 80%, sendo 2021 a menor porcentagem dos últimos cinco anos: 77,41%. No ano passado, a cobertura voltou a subir, chegando a 87,58%, e a 89,76% este ano. Segundo a Sesa, os dados referentes a 2023 e 2024 ainda são preliminares.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite tem o objetivo de conter o risco de reintrodução do poliovírus. Para isso, é preciso alcançar uma cobertura vacinal alta e homogênea. 
A vacinação contra a pólio é dada em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de vida, com a vacina da poliomielite inativada (VIP), que é injetável, mas também conta com doses de reforço aos 15 meses e 4 anos de idade, a vacina oral (VOP), a "gotinha". Segundo números do Ministério da Saúde, o reforço da poliomielite avançou de 55,02%, em 2022, para 82,29%, em 2023, no Espírito Santo. 
Entenda como funciona as vacinas VIP e VOP de (Núcleo de Reportagem de A Gazeta)

A doença

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que provoca paralisia flácida devido à infecção pelo poliovírus selvagem (PVS) tipo 1, 2 ou 3. Apesar de também ser conhecida como "paralisia infantil", o Ministério da Saúde reforça que o vírus que pode infectar crianças e adultos.
Nos casos em que acontecem as paralisias musculares, quando a doença se manifesta da forma mais grave, os membros inferiores são os mais atingidos. A doença permanece endêmica em dois países: Afeganistão e Paquistão, com registro de 5 casos em 2021. Nenhum caso foi confirmado nas Américas. 
Este ano, é esperado que 202.910 crianças entre 1 e 5 anos possam receber a dose de forma indiscriminada e 52.165 crianças menores de 1 ano recebam a dose de forma seletiva, totalizando o público de 255.075 crianças menores de 5 anos. A vacinação contra a poliomielite segue o Calendário Nacional de Vacinação, consistindo em três doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Coberturas vacinais estão avançando no ES, diz governo federal

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o Espírito Santo registrou um aumento da cobertura vacinal em 14 dos 16 principais imunizantes do calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A vacina de reforço meningocócica C, que aumentou de 58,48% em 2022 para 128,63% no ano passado. A cobertura para a hepatite A aumentou de 65,5% para 86,14%.
Veja, abaixo, os dados da cobertura vacinal da tríplice viral e varicela no Espírito Santo, com informações fornecidas pela Sesa.
De acordo com a Sesa, os dados referentes à cobertura vacinal nos anos de 2023 e 2024 são preliminares. Com relação à cobertura da varicela, a secretaria afirma que a baixa cobertura vacinal se deve ao desabastecimento nacional do imunizante em todo o País.

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