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Aracruz

Barreiras sanitárias são instaladas em aldeias indígenas no ES

Segundo o MPF, a ação está sendo realizada nas aldeias Caieiras Velha e Irajá, pelo período de três semanas

Publicado em 27 de Maio de 2020 às 09:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 mai 2020 às 09:49
Barreiras sanitárias são instaladas em aldeias indígenas de Aracruz
As barreiras sanitárias foram instaladas na Rodovia ES 456, próximo de aldeias indígenas em Aracruz Crédito: Divulgação
Com o objetivo de reduzir o avanço de contaminação pelo novo coronavírus, duas aldeias de Aracruz, na Região Norte do Espírito Santo, passaram a contar com barreiras sanitárias, instaladas na rodovia estadual ES 456, que corta as aldeias de Caieiras Velha e Irajá.
A iniciativa, viabilizada pelo Ministério Público Federal (MPF), foi instalada no local nesta terça-feira (26) e deve permanecer pelo período inicial de três semanas.
No local, profissionais de saúde da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai/Funai), lideranças indígenas e policiais militares realizam os trabalhos de orientação. Além disso, os profissionais estão abordando todas as pessoas que passam pela rodovia.
Durante a abordagem, além das orientações para prevenção do vírus, os motoristas passam pela medição de temperatura. Todos os equipamentos utilizados pelos profissionais foram doados por empresas do município.
Barreiras sanitárias são instaladas em aldeias indígenas de Aracruz
No local, profissionais de saúde realizam abordagens com o objetivo de orientar sobre medidas de prevenção ao novo coronavírus Crédito: Divulgação
De acordo com o procurador da República em Linhares, Paulo Henrique Trazzi, as barreiras sanitárias vão auxiliar no combate ao novo coronavírus nas áreas indígenas. “As populações indígenas possuem características socioculturais específicas, como famílias ampliadas, habitação em casas coletivas e compartilhamento de utensílios. Seu modo tradicional de vida pode facilitar o contágio exponencial da doença nas aldeias e, muitas vezes, os indígenas também apresentam uma vulnerabilidade maior em seus organismos, o que requer atenção especial em um momento de pandemia”, comenta.
Trazzi reforça que é preciso conscientização das pessoas para vencer a pandemia e assim unir esforços para reduzir os casos de contaminação.
Com informações de Eduardo Dias, da TV Gazeta

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