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Até 20 de maio

Ambulantes vão ter que sair da Avenida Central, em Laranjeiras, na Serra

Lojistas alegam disputa desleal com ambulantes, que não pagam nem impostos nem aluguel; motoristas reclamam que barracas ocupam vagas de estacionamento

Publicado em 04 de Abril de 2023 às 14:42

Jaciele Simoura

Publicado em 

04 abr 2023 às 14:42
Uma discussão antiga voltou a ser pauta e caminha para uma solução nos próximos dias. Isso porque os ambulantes que trabalham na Avenida Central, em Laranjeiras, na Serra, precisam deixar o local até 20 de maio. A decisão é da prefeitura do município, que garante que os camelôs não têm autorização para ocupar as vagas do estacionamento rotativo.
A decisão foi tomada em reunião realizada no mês passado. O presidente da Associação de Camelôs e Trabalhadores Ambulantes da Serra, Isley Gonçalves Barbosa, diz que todos foram avisados e que vão sair do local, mas que não aceitam a decisão.
Segundo apuração do repórter Paulo Ricardo Sobral, da TV Gazeta, os vendedores ambulantes ocupam 66 vagas de estacionamento e isso seria um dos motivos que levou a Prefeitura da Serra a exigir a saída deles da avenida.
"As vagas serão compensadas em outra área. Vamos tirar 70 vagas de estacionamento e liberar para que o ambulante possa trabalhar sem problema com rotativo"
Ailton Rodrigues de Siqueira - Diretor de Fiscalização de Obras da Serra
Ailton Rodrigues de Siqueira, diretor de fiscalização de obras da Serra
Ailton Rodrigues de Siqueira, diretor de Fiscalização de Obras da Serra Crédito: Samy Ferreira
O diretor acrescentou que durante o encontro foi apresentada uma alternativa para os vendedores continuarem trabalhando. “Nós apresentamos um projeto que contempla tanto os ambulantes quanto os lojistas, onde os camelôs serão realocados para o mais próximo possível da Avenida Central, nas transversais, e alguns ficarão na Euclides da Cunha [rua paralela]".
Ambulantes vão ter que sair da Avenida Central, em Laranjeiras, na Serra

Decisão divide opiniões

Os comerciantes das lojas pedem a retirada dos ambulantes alegando que é uma concorrência desleal, já que eles não pagam aluguel ou impostos. Já os camelôs dizem que querem ficar na Avenida Central por conta da movimentação maior de clientes. 
Entre os consumidores, a opinião também se divide. Há quem seja a favor dos camelôs por conta do trabalho ser uma renda extra a esses profissionais e quem avalia que as barracas que ocupam as vagas de estacionamento dificultam a vida do motorista, que quer deixar o veículo próximo às lojas e realizar compras com maior comodidade.

E você, o que acha?

"Foi imposição"

O presidente da Associação de Camelôs e Trabalhadores Ambulantes da Serra, Isley Gonçalves Barbosa, diz que a decisão foi uma imposição e não acordo.
"O camelô vai sair da Avenida Central. Se vier polícia para tirá-lo, ele vai sair, porque ele não é desordeiro, mas ele vai voltar. A solução é organizar ao longo avenida"
Isley Gonçalves Barbosa - Presidente da Associação de Camelôs e Trabalhadores Ambulantes da Serra
Isley Gonçalves Barbosa, presidente da Associação de Camelôs e Trabalhadores Ambulantes da Serra
Isley Gonçalves Barbosa, presidente da Associação de Camelôs e Trabalhadores Ambulantes da Serra Crédito: Samy Ferreira
Em 2017, a Prefeitura da Serra inaugurou um mercado popular com 34 boxes disponíveis, mas os camelôs disseram que o local não tinha estrutura adequada e o local acabou sendo desativado.

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