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Rede pública

Alunos gênios se destacam em escola de altas habilidades no Sul do ES

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Bernardino Monteiro tem 11 alunos superdotados; em todo o Espírito Santo, rede estadual atende 350 estudantes

Publicado em 11 de Novembro de 2022 às 15:59

Lara Mireny

Publicado em 

11 nov 2022 às 15:59
Uma escola pública estadual em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, concentra um grupo de alunos que desde pequenos manifestam terem altas habilidades. Também chamados de superdotados, esses estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Bernardino Monteiro demonstram alto potencial para atividades diversas, como ter desempenho diferenciado no xadrez, com o cubo mágico e em atividades artísticas, por exemplo.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Sedu), "os alunos com altas habilidades/superdotação são aqueles que demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes".
Alunos do Sul do ES frequentam aula de altas habilidades e se destacam em diferentes áreas
Alunos com altas habilidades jogando xadrez na Escola Estadual Bernardino Monteiro, em Cachoeiro de Itapemirim Crédito: Carlos Barros
A Sedu informou que a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Bernardino Monteiro, que fica no bairro Amarelo, atende crianças com altas habilidades em diversas áreas. A equipe da TV Gazeta Sul esteve no local e conversou com alguns estudantes.
Xadrez é um jogo que desafia o raciocínio lógico e um dos destaques no tabuleiro é Lilah Bagatol, de 12 anos. “Tenho facilidade de jogar xadrez. E acho a aula muito boa aqui, porque além de poder debater sobre o jogo, conheço algumas coisas fora da sala de aula”, disse.
Outro aluno que domina os jogos é o Daniel Andrade, de 12 anos. Ele é muito rápido ao manusear com as mãos o cubo mágico. “Aprendi assistindo (a vídeos) no YouTube e acho que demorei cerca de um mês para ficar bom nisso”, afirmou o adolescente.
Alunos do Sul do ES frequentam aula de altas habilidades e se destacam em diferentes áreas
Daniel Andrade, de 12 anos, aprendeu a manusear o cubo mágico assistindo a vídeos no YouTube Crédito: Carlos Barros
Os dois estudantes integram um grupo de alunos que frequentam uma sala de aula diferenciada: a de altas habilidades, que funciona no contraturno das aulas regulares.
Outro aluno diferenciado na EEEFM Bernardino Monteiro é o Samuel Brandão, de 12 anos. Ele tem alto desempenho em duas disciplinas e já definiu qual será sua profissão. “Me destaco muito em história e geografia dos países e pretendo virar professor, pois me sinto muito bem quando falo sobre esses assuntos”, comentou.
A jovem Héxiley Gonçalves, de 14 anos, tem muita facilidade com os desenhos e, assim como Samuel, já planeja o futuro. “Quero ser estilista, quero ter a minha própria empresa de moda e desenhar muitas roupas, ter minha marca”, falou.
Alunos do Sul do ES frequentam aula de altas habilidades e se destacam em diferentes áreas
Desenhos realizados pela Héxiley Gonçalves, de 14 anos. , que quer ter a profissão de estilista Crédito: Carlos Barros

Rede estadual atende 350 alunos com altas habilidades

A especialista em altas habilidades e superdotação Rosely Vieira Lima é quem acompanha esses alunos brilhantes. Ela explica que na EEEFM Bernardino Monteiro são 11 alunos com altas habilidades, mas em todo o Espírito Santo, 350 estudantes são atendidos na rede pública estadual.
Rosely explicou que para ser um futuro gênio não há receita pronta. A superdotação não é uma escolha, mas todos os alunos precisam de um acompanhamento específico.
"A identificação é um processo dinâmico entre família, escola e comunidade. E o professor é o grande aliado nesse momento, porque é ele quem sabe o aluno que tem comprometimento com a tarefa, que tem habilidade acima da média, é criativo. Então ele contata o professor especialista e aí é feito, com técnicas qualitativas, uma identificação"
Rosely Vieira Lima - Especialista em altas habilidades e superdotação
Segundo apuração da TV Gazeta Sul, antes de receberem atendimento específico, os estudantes passam por um período de acompanhamento e somente depois é que começam a trabalhar o desenvolvimento adequado para cada habilidade.
A diretora da EEEFM Bernardino Monteiro, Amanda Ferreira da Silva, informou que o professor de altas habilidades acompanha o aluno na sala e, em simultâneo, verifica se há outros alunos no ambiente com habilidades.
Em sala de aula, o professor não apenas aprimora a habilidade que o estudante já tem como também desenvolve outras habilidades. "Não focamos somente na habilidade do aluno, como é em grupo, existem outros alunos, outras habilidades”, esclareceu.
Alunos do Sul do ES frequentam aula de altas habilidades e se destacam em diferentes áreas
Xadrez é um jogo que desafia o raciocínio lógico Crédito: Carlos Barros

Como saber se alguém tem altas habilidades?

Caso esteja na dúvida se alguém da família tem uma superdotação em matemática, ciências ou em artes, por exemplo, é possível descobrir. Há testes que ajudam no diagnóstico, porém o primeiro passo é observar o desenvolvimento das crianças ainda pequenas.
Segundo a psicopedagoga Roberta Gomes, é importante que os pais prestem atenção nos filhos. “Na parte psicomotora, na área da linguagem, espacial, dança, isso você vai percebendo como ela (a criança) pega, faz imitação, cria movimentos”, apontou. No entanto, a especialista destaca que nem tudo é considerado alta habilidade. Nem todos com talento são considerados superdotados.
"Talento é quando você consegue desenvolver bem, aprende um instrumento facilmente, mas é preciso de treino para conseguir uma habilidade. Mas quando a criança consegue pegar sem muita instrução, isso a gente já encaixa como alta habilidade"
Roberta Gomes - Psicopedagoga
Roberta explica, ainda, que uma criança só é considerada com alta habilidade quando tem algum potencial avançado comparado a outras da mesma faixa etária. E o desenvolvimento depende de uma parceria entre a escola e a família. “A escola precisa entender que a criança precisa estar inserida num ensino especial, porque ela vai precisar de muito mais atividade do que os outros alunos da sala”, finaliza
Com informações da TV Gazeta Sul.

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