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Equilíbrio

ES é exemplo de que prudência e temperança fiscal fazem a diferença na economia

No Espírito Santo, a temperança e a prudência não somente ajudaram na guarda do equilíbrio fiscal, mas ajudaram no fortalecimento da capacidade de governar e prover meios e soluções para os problemas da população

Publicado em 08 de Fevereiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

08 fev 2020 às 04:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman Orlando Caliman
Dinheiro: equilíbrio nas contas públicas Crédito: Pixabay

Especialmente nos últimos anos, expressões como responsabilidade fiscal e equilíbrio fiscal têm sido usadas e veiculadas em profusão no Brasil. Isso principalmente por conta da grave crise na economia, que curiosamente e paradoxalmente tem origem e, ao mesmo tempo, destino na crise fiscal que perpassa os três níveis de governo.

Mas, felizmente, em meio aos “destroços” das contas públicas que se espalham pelo país é possível encontrarmos situações como a do nosso Espírito Santo, atestando o quanto se torna valioso primar pela temperança e prudência fiscal.

Pessoalmente, simpatizo-me mais com a expressão “temperança”, que como virtude parece-me mais apropriada enquanto garantia e guarda do equilíbrio fiscal. Aliás, como bem nos transmite o significado original da palavra “temperantia”, do latim, cuja compreensão está mais para o sentido de “guardar o equilíbrio”. E guardar carrega também o apelo à sustentabilidade, no sentido de “guardar” no tempo, indo para além do fortuito e do passageiro.

Foi com temperança e prudência que o Espírito Santo foi governado nos últimos 17 anos. Um legado que nos diferencia enormemente em relação ao demais Estados e também do governo federal. Um diferencial que se evidencia de forma clara e contundente principalmente em enfrentamentos de crises – caso da crise hídrica - e desastres naturais - como as vividas com as enchentes na virada de 2013 para 2014 e as deste ano.

No Espírito Santo, a temperança e a prudência não somente ajudaram na guarda do equilíbrio fiscal, mas ajudaram no fortalecimento de duas competências tidas como fundamentais em gestão pública: capacidade de governar e prover meios e soluções para os problemas da população. Um legado que vem se transformando em valioso ativo da sociedade.

É esse legado que agora faz ressaltar capacidades como organização, planejamento, presteza e assertividade nas múltiplas abordagens e no desenvolvimento de iniciativas do governo estadual no atendimento aos municípios e comunidades afetadas pelas enchentes. Faz também ampliar a capacidade de o governo motivar, mobilizar e engajar instituições e pessoas na mesma tarefa.

Orlando Caliman

Orlando Caliman Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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