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Publicado em 21 de maio de 2021 às 12:55
O governo do Espírito Santo analisa, desde a última quinta-feira (20), uma nova proposta que prevê parâmetros de retomada do setor do entretenimento no Estado. Apresentado pela Associação Brasileira de Promotores de Eventos no Espírito Santo (Abrape-ES), o documento sugere que, assim que a população com comorbidade for totalmente vacinada, sejam retomados eventos para até 700 pessoas nas cidades em risco baixo, de acordo com o Mapa de Risco, para a Covid-19. Em municípios de risco moderado, o limite seria de 400 na mesma circunstância.>
Atualmente, são permitidos apenas eventos para até 300 pessoas nas cidades que estão em risco baixo, mas também são exigidos protocolos de segurança, como o uso de máscara pelos convidados, adoção de distanciamento e ocupação máxima de 30% dos espaços de eventos, como lembra a secretária de Estado do Turismo, Lenise Loureiro. >
"Em cidades de risco baixo, os eventos para até 300 pessoas estão liberados, mas com os protocolos e sem pista de dança. Nessas mesmas cidades, quando os eventos são corporativos, não há limite de público, só há a necessidade da máscara, cuidado com a ocupação do local de evento e protocolos de segurança sanitária", explicou Lenise, em entrevista à CBN Vitória, na manhã desta sexta (21). >
Por outro lado, a secretária confirma que o governo analisa, sim, a proposta encaminhada pela Abrape-ES. “Recebemos a proposta do setor, oficialmente, ontem (quinta, dia 20). Temos a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) analisando o documento em conjunto com outras secretarias e faremos um grupo de estudo com essa proposta. O que foi apresentado para a gente, agora, é objeto de avaliação. O público de eventos é um público mais jovem, que ainda não foi vacinado, então tudo isso está sendo deliberado”, justifica. >
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Também à CBN Vitória, o diretor da Abrape-ES, Pablo Pacheco, esclareceu parte do que prevê o documento sobre a retomada dos eventos no Estado. "O que estamos propondo é a retomada gradual e segura, mediante o avanço do plano de vacinação", inicia.>
"A gente tem acompanhado países que estão com a vacinação um pouco mais à frente que a do Brasil. A partir de 40%, 50% da população imunizada, as coisas começam a voltar. Nos Estados Unidos, que é a principal referência e um país de dimensão continental, há estados com essa taxa de imunização já com a volta das atividades do setor do entretenimento”, continua. >
Ele sugere a flexibilização até a marca de 70% da população imunizada. “Em cada faixa de imunização, de avanço da imunização, a gente avançaria mais na flexibilização da retomada do setor no Estado. Até chegarmos a 70% de imunização da população total, quando não haveria mais restrição nenhuma em eventos, porque já estaríamos com a imunidade de rebanho que se fala”. >
Segundo o diretor, a ideia seria, agora, retomar com os eventos para até 300 pessoas em cidades de rico moderado e 500 pessoas para risco baixo. Assim que todos os moradores do Espírito Santo com comorbidades terminassem de se vacinar, o número aumentaria para 700 pessoas em risco baixo e 400, em moderado. >
“A partir da evolução da vacinação, a gente iria avançando, passando para 850 pessoas, com todos os cuidados e tudo mais. Quando alcançássemos os 70% da população geral, já tiraríamos o distanciamento, o uso de máscara, voltaríamos com a pista de dança”, conclui. >
Ele lembra, ainda, do saldo negativo que a crise da pandemia acarretou para os empresários do setor, que já estão há mais de um ano sem receita. “Hoje, 10 mil trabalhadores perderam o emprego. Cerca de 4,5 mil empresas estão totalmente sem renda e mil empresas, que foram muito afetadas, fecharam”, lamenta. >
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