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Luto

Aldir Blanc morre aos 73 anos, no Rio de Janeiro

Um dos maiores compositores do país estava internado com Covid-19 e veio a falecer nesta segunda-feira (4). Confira 10 composições de sucesso

Publicado em 04 de Maio de 2020 às 09:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 mai 2020 às 09:45
Aldir Blanc, em foto com a cantora Dorina
Aldir Blanc, em foto com a cantora Dorina Crédito: Divulgação/SG Assessoria de Imprensa
Aldir Blanc Mendes, 73 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (4), no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro. O compositor e escritor estava internado na UTI com Covid-19 e seu quadro de saúde era grave.
A saga de Aldir Blanc contra o vírus durou 24 dias. No dia 10 de abril, ele deu entrada no Hospital Municipal Miguel Couto com infecção urinária e pneumonia.
Cinco dias depois, a partir de uma campanha de amigos e artistas, ele conseguiu transferência para o Hospital Pedro Ernesto, onde teve o diagnóstico de coronavírus. No local, ele chegou a ter uma leve melhora, mas continuava sedado devido ao quadro grave.
Sua luta contra a doença foi destacada pela equipe médica. “Ele não quer ir embora” foi uma das frases que disseram durante o tratamento.

CARREIRA

Em mais 50 anos dedicados à música, Aldir teve sucessos imortalizados em vozes como Elis Regina, Fafá de Belém e Nana Caymmi. “Dois pra Lá, Dois pra Cᔠe “O Bêbado e a Equilibrista” são alguns dos clássicos.
Aldir nasceu no Estácio, no Rio de Janeiro, no dia 2 setembro de 1946, mas viveu boa parte da infância em Vila Isabel. A região foi retratada em livros e crônicas como "Vila Isabel – Inventário da infância" e "Rua dos Artistas e Arredores". Seu trabalho de cronista foi apresentado durante anos em jornais como O Dia, O Estado de São Paulo e O Globo.
Sua aventura na música começou em meados dos anos 1960. As primeiras letras a chamar atenção apareceram em festivais do final da década. O sucesso veio com “Amigo É pra Essas Coisas”, parceria com Silvio da Silva Jr. que ficou em segundo lugar no Festival Universitário de 1970.
Na mesma época, ao lado de Ivan Lins, Gonzaguinha e Marco Aurélio, funda o Movimento Artístico Universitário (MAU), e torna-se conhecido por criar e integrar associações ligadas à defesa dos direitos autorais.
João Bosco foi um grande parceiro de composições. "Bala com Bala", "Dois Pra Lá, Dois Pra Cá" são canções que ficaram eternizadas por Elis. A dupla ainda emplacou algumas canções na trilha de abertura de novelas e séries, como “Doces Olheiras” (na novela Gabriela, da TV Globo, em 1975), “Visconde de Sabugosa” (para O Sítio do Pica-Pau Amarelo, em 1977), “Coração Agreste” (em Tieta, de 1979), “Confins” (em Renascer, de 1993), “Suave Veneno” (na novela homônima, de 1999), “Chocolate com Pimenta” (tema de novela homônima, em 2003), “Bijuterias” (para a minissérie “O Astro”, no remake de 2011).

CONFIRA ABAIXO 10 CANÇÕES DE SUCESSO DE ALDIR BLANC

BALA COM BALA
CABARÉ
O BÊBADO E O EQUILIBRISTA
VISCONDE SABUGOSA
CHOCOLATE COM PIMENTA
RESPOSTA AO TEMPO
DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CÁ
CORAÇÃO AGRESTE
CONFINS
VIDA NOTURNA

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